Zonas oeste, sul e noroeste são as mais afetadas pela greve dos rodoviários

Segundo SPTrans, 12 garagens e o terminal Lapa estão parados na manhã desta quarta-feira

As zonas oeste, sul e noroeste são as mais afetadas pela greve de rodoviários que acontece em São Paulo, nesta quarta-feira (21). Este é o segundo dia seguido de paralisação. Segundo a SPTrans (São Paulo Trans), os ônibus de 10 garagens não estão circulando na cidade e 13 terminar estão fechados. O movimento é liderado por setores dentro do Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) que não concordam com o acordo salarial feito pela diretoria do sindicato e a prefeituraDo R7, com Agência Record, Agência Brasil e Estadão Conteúdo

As zonas oeste, sul e noroeste são as mais afetadas pela greve de rodoviários que acontece em São Paulo, nesta quarta-feira (21). Este é o segundo dia seguido de paralisação. Segundo a SPTrans (São Paulo Trans), os ônibus de 10 garagens não estão circulando na cidade e 13 terminar estão fechados. O movimento é liderado por setores dentro do Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) que não concordam com o acordo salarial feito pela diretoria do sindicato e a prefeitura. Segundo a SPTrans, estão fechados os terminais A.E Carvalho, Aricanduva, Capelinha, Casa Verde, Guarapiranga, Grajaú, João Dias, Lapa, Mercado, Parque Dom Pedro, Pinheiros, Pirituba, Santo Amaro e Sacomã. Ônibus estavam parados nessa manhã na Avenida Rebouças, zona oeste capital paulista.


O mesmo acontecia ao longo da Avenida Faria Lima, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Os coletivos estavam com o pisca alerta ligado e alguns não estavam nem com o motorista, nem cobrador dentro

O mesmo acontecia ao longo da Avenida Faria Lima, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Os coletivos estavam com o pisca alerta ligado e alguns não estavam nem com o motorista, nem cobrador dentro. O terminal de ônibus na Praça Antonio Menck, no Largo de Osasco (SP), estava vazio. 

O terminal de ônibus na Praça Antonio Menck, no Largo de Osasco (SP), estava vazio

A garagem da empresa Via Sul, no bairro Vila Moraes, Zona Sul, foi fechada. Ela é uma das dez garagens de empresas de ônibus da capital paulista que amanheceram sem colocar ônibus para rodar, informou a SPTrans. A paralisação em parte do serviço de transporte público ocorre desde terça-feira (20) em razão do protesto de um grupo de motoristas e cobradores que são contrários à proposta de negociação salarial aprovada em assembleia da categoria no dia 19. De acordo com a SPTrans, as empresas paralisadas são: Sambaíba, Gato Preto e Santa Brígida, que operam na zona norte; Viasul, que atua na região sudeste; e Vip Garagem M'Boi Mirim, da zona sul. O presidente do Sindmototoristas (sindicato de Motoristas e Cobradores), José Valdevan de Jesus Santos, afirmou que a paralisação dos motoristas de ônibus não tem previsão de acabar.

O terminal de ônibus no bairro Lapa, zona oeste da cidade, está com a entrada bloqueada por veículos que foram deixados lá pelos trabalhadores

O terminal de ônibus no bairro Lapa, zona oeste da cidade, está com a entrada bloqueada por veículos que foram deixados lá pelos trabalhadores. A SPTrans não informou quantos passageiros e nem quantas linhas foram afetadas pela greve. O Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) não foi acionado para essas regiões. Desde a manhã de terça-feira, um grupo de motoristas e cobradores tenta impedir a circulação de coletivos na cidade, estacionando veículos atravessados nas saídas dos terminais e nas ruas. De acordo com o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, em muitos casos, as chaves dos ônibus foram jogadas e os pneus, furados. Os trens dos metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) funcionam normalmente na manhã desta quarta-feira. O rodízio de veículo está mantido na capital paulista, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).Pelo menos 13 terminais de ônibus dos 33 existentes foram bloqueados na terça-feira. Muitos passageiros foram para casa a pé, pois vários ônibus ficaram parados e estacionados, sem motoristas, pelas avenidas da cidade. O protesto provocou o maior congestionamento do ano. Por volta das 19h, o congestionamento alcançou 261 km em São Paulo, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego. A média para o horário costuma ficar entre 105 km e 139 km. 

Conteúdo do Estadão

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