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Contribuinte que deixar de declarar IR pode ter o CPF cancelado

Contribuinte que deixar de declarar IR pode ter o CPF cancelado

Quem está obrigado a declarar e não acertar as contas com o Leão fica irregular



Quem tem o CPF cancelado não pode abrir conta-corrente nem poupança em bancosCarlos Poly/ACS/Araucária
A Receita Federal estipula diversos critérios que tornam um contribuinte obrigado a apresentar a declaração do IR (Imposto de Renda) todos os anos. Confira aqui quais são os critérios e as condições para acertar as contas com o Leão neste ano.
O contribuinte que deixar de declarar pode ter o CPF (Cadastro de Pessoa Física) cancelado, conforme explica Ana Cláudia Utumi, sócia responsável pela área tributária de TozziniFreire Advogados.
— Primeiro, o CPF pode ficar irregular. E, se ficar assim por muito tempo, pode ser até cancelado.
Além disso, o contribuinte que não fez a declaração de anos anteriores tem que regularizar a situação — enviando o documento e pagando a multa. Quem deixa de enviar a declaração de rendimentos para o cálculo do imposto de renda está sujeito a multa mínima de R$ 165,74, limitada a 20% do imposto devido.
— O valor da multa é calculado com base no imposto devido e leva em consideração o tempo de atraso. Por isso, os contribuintes em atraso de vem regularizar a situação o quanto antes.
Quem tem o CPF cancelado não pode abrir conta-corrente nem poupança em bancos. Além disso, o contribuinte também não pode pedir empréstimos, participar de concursos públicos, tirar passaporte, receber aposentadoria oficial, assinar financiamento imobiliário oficial nem mesmo receber prêmio de loteria.




Câmara deve votar nesta quarta-feira projeto que regulamenta terceirização

Câmara deve votar nesta quarta-feira projeto que regulamenta terceirização

Plenário da Casa aprovou nesta terça tramitação em regime de urgência.
Manifestação de centrais contra a proposta gerou tumulto e agressões.


A Câmara dos Deputados colocará em votação nesta quarta-feira (8) o projeto de lei que regulamenta contratos de terceirização. A proposta é o primeiro item da pauta. Na noite desta terça-feira (7), a Casa aprovou tramitação em regime de urgência para o texto, o que permite que ele seja analisado pelo plenário sem precisar passar por comissões.

Acordo firmado entre os partidos prevê que o texto principal da matéria seja votado nesta quarta. As sugestões de alteração propostas pelos deputados, no entanto, só deverão ser discutidas na terça da próxima semana. Criticada pelo PT e algumas centrais sindicais e defendida por empresários, a matéria permite que empresas contratem trabalhadores terceirizados para exercer qualquer função.
Atualmente esse tipo de contratação é permitida apenas para a chamada atividade-meio, e não atividade-fim da empresa. Ou seja, uma universidade particular, por exemplo, pode terceirizar serviços de limpeza e segurança, mas não contratar professores terceirizados. Pelo texto que será votado na Câmara, essa limitação não existirá mais. Além disso, o projeto prevê a forma de contratação tanto para empresas privadas como públicas.
Já o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) foi escalado para discursar a favor do projeto e disse que a regulamentação dos contratos de terceirização trará “segurança jurídica” para as empresas. Segundo ele, a ausência de regras claras para a terceirização gera múltiplas ações na Justiça contra as empresas e decisões que variam conforme o juiz.Durante a sessão que aprovou a urgência da tramitação, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) subiu à tribuna para criticar a proposta. Para ele, o projeto vai aumentar a terceirização e tornar “precárias” as condições de trabalho dos empregados. “Essa é a maior violação aos trabalhadores da história recente do país. [...] O PT é contra a piora das condições de trabalho e contra a redução dos salários dos trabalhadores”, disse.
“Queremos garantia jurídica, que a empresa tenha segurança de contratar e o trabalhador tenha direitos garantidos. E também que o país seja competitivo. No mundo inteiro é assim”, disse o tucano. 

Ao longo da terça-feira, o governo tentou adiar a votação da proposta, pedindo a Cunha que deixasse a análise do texto para o próximo mês. O presidente da Câmara rejeitou a solicitação e ironizou o argumento dos petistas de que é preciso “mais tempo” para debater a matéria.

“Não cedo a nenhum tipo de retirada do texto da pauta de ofício. Dizem que é pouco tempo para discutir, mas tem 11 anos que esse projeto tramita. O que acontece é que só na hora que está pautado é que as pessoas prestam atenção e tentam acordo”, disse o peemedebista.

Alterações
Na manhã de terça, o relator do projeto, Arthur de Oliveira Maia (SD-BA), foi procurado por ministros que buscavam mudanças na proposta. Após reunião com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ele alterou o texto para passar para a empresa contratante a responsabilidade pelos pagamentos de encargos previdenciários e do imposto de renda relativos a empregados terceirizados.
A preocupação do governo era de que as empresas terceirizadas não cumprissem com o pagamento dos tributos. A avaliação é de que é mais fácil controlar os pagamentos se eles forem feitos pela empresa que contrata o serviço. Já os pagamentos que vão para o trabalhador continuarão sendo feitos pelas empresas terceirizadas, entre os quais salário, férias e 13º.
Pela proposta original, a responsabilidade por esses custos era da empresa que terceiriza o serviço. Cabia à contratante somente fiscalizar todo o mês o cumprimento desses pagamentos.
Para obter o apoio de centrais sindicais, o relator também aceitou incorporar  ao projeto emenda do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), ex-presidente da Força Sindical, que garante que o terceirizado será representado pelo sindicato dos empregados da empresa contratante, quando a terceirização for entre empresas com a mesma atividade econômica.

Segundo Paulo Pereira da Silva, essa emenda garante que o trabalhador receba as correções salariais anuais da categoria. “Um terceirizado tem todos os direitos da CLT, mas perdia a representação sindical, acabava ficando sem os efeitos da convenção coletiva. Tivemos uma reunião das centrais com o relator e, com a incorporação da emenda, vamos apoiar o texto. Só a CUT [Central Única do Trabalhador] continua  a se opor à proposta”, disse o deputado.
Tumulto
A tarde na Câmara foi de tumulto com a previsão de votação do projeto da terceirização. Manifestantes ligados a centrais sindicais fizeram uma manifestação do lado de fora da Câmara contra o texto. Eles tentaram entrar na Casa, mas foram impedidos por policiais.
O deputado Vicentinho (PT-SP), que apoia o protesto, disse que foi atingido nos olhos por spray de pimenta, durante a ação dos policiais. Já o deputado Lincoln Portela (PR-MG) afirmou que foi agredido por manifestantes ao tentar entrar na Casa.
O presidente da Câmara criticou os protestos e disse que deputados que tenham “incitado”  os manifestantes a invadir a Casa serão investigados e punidos. “Parlamentares que incitaram multidões a agredir ou invadir foram fotografados e filmados. Serão representados à corregedoria e haverá sanções. Um parlamentar não pode estimular atos dessa natureza. Certamente iremos representar à corregedoria, que vai aplicar a sanção devida contra cada parlamentar que agiu quebrando o decoro”, disse.
Cunha disse ainda que as pressões contrárias ao projeto o estimulam a votar mais rápido o texto. “Cada vez que há uma pressão dessa, exercida de forma indevida, temos que responder votando. Quando partem para a agressão, da minha parte isso só me estimula a votar”, disse.
Já o deputado Vicentinho (PT-SP) criticou a postura do presidente da Câmara e negou que parlamentares tenham estimulado agressões. “Não tinha deputado incitando nada. Só tinha eu e Erika Kokay (PT-DF). Eu fui falar com os policiais, porque eles estavam chutando os trabalhadores. E levei uma pimentada na cara. É mentira dele", afirmou.
Integrantes de entidades que representam os empresários também estiveram na Câmara para conversar com os deputados, entre eles o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que defendeu o projeto. “Quem fala em perda de direitos não está falando a verdade, porque todos os funcionários estarão registrados pela empresa prestadora de serviço”, disse.
Requisitos
Ao mesmo tempo em que amplia as hipóteses de terceirização, o projeto de lei estabelece requisitos para que uma empresa terceirize serviços. Pelo texto, a empresa contratada deverá ter “objeto social único, compatível com o serviço contratado”. É permitida a existência de “mais de um objeto” quando a atividade recair na mesma “área de especialização”.
“Não vai poder mais existir a tal da empresa guarda-chuva, que oferece serviço de segurança, limpeza, transporte”, justificou o relator da proposta. A empresa terceirizada deverá ainda comprovar “aptidão técnica” para exercer a atividade, além de ficar responsável pelo planejamento e pela execução dos serviços.
A terceirizada será ainda responsável pela contratação, remuneração e direção do trabalho realizado por seus funcionários. O texto prevê que o contrato de terceirização deverá especificar o serviço a ser prestado, o local e prazo para realização da atividade.
As normas previstas na proposta atingem empresas privadas, empresas públicas, sociedades de economia mista, produtores rurais e profissionais liberais. O texto somente não se aplica à administração pública direta.
Fiscalização
Para garantir o pagamento aos terceirizados, o projeto de lei estabelece que a empresa que contrata os serviços deverá “fiscalizar” o cumprimento das obrigações trabalhistas decorrentes do contrato. Se forem observadas violações, a contratante poderá interromper os pagamentos à terceirizada.
Se as obrigações não estiverem sendo cumpridas, o projeto prevê que a empresa contratante poderá reter o pagamento do serviço terceirizado, até que a situação seja normalizada. A empresa pode, ainda, efetuar o pagamento de salários diretamente aos trabalhadores terceirizados. Neste caso, o sindicato da categoria será notificado pela contratante para acompanhar os pagamentos.
O texto estabelece ainda a possibilidade de retenção mensal 6% do valor da fatura de pagamento da contratante para a terceirizada. O montante será depositado em conta específica, em nome da empresa terceirizada. Os valores ficarão bloqueados e só poderão ser movimentados por ordem da contratante. Para ter os recursos liberados, a terceirizada deverá comprovar que quitou as obrigações previdenciárias e trabalhistas dos empregados que executaram os serviços previstos no contrato.
Pela proposta, se a empresa contratante não fiscalizar corretamente a terceirizada, ela passará a ter responsabilidade solidária em relação a todas as obrigações trabalhistas e previdenciárias que não forem cumpridas, ou seja, poderá ser acionada na Justiça para pagar a integralidade da dívida. Se comprovar a fiscalização, a responsabilidade será subsidiária, ou seja, será apenas obrigada a complementar o que a contratada, que causou o dano ou débito, não foi capaz de arcar sozinha.
Direitos
O projeto prevê também que os empregados terceirizados tenham os mesmos direitos assegurados no local de trabalho aos funcionários da empresa contratante: alimentação em refeitório, quando for ocaso; serviços de transporte; atendimento médico ou ambulatorial nas dependências da empresa; e treinamento adequado quando a atividade exigir.
A proposta estabelece a possibilidade da chamada “quarteirização”, ou seja, de a empresa terceirizada subcontratar os serviços de outra empresa. Este mecanismo só poderá ocorrer, porém, em serviços técnicos especializados e se houver previsão no contrato original.
Além disso, a "quarteirização" deverá ser comunicada aos sindicatos dos trabalhadores. O relator deverá ainda incorporar ao texto uma outra garantia ao funcionário que esteja nesta condição - a de que direitos trabalhistas e previdenciários também sejam responsabilidade da empresa contratante primária, ou seja, de quem requisitou os serviços da primeira terceirizada.
Qual o maior escândalo? A indústria da sonegação

Qual o maior escândalo? A indústria da sonegação

receitanova Qual o maior escândalo? A indústria da sonegação
"Vou lhe contar um pequeno segredo: aqui no Brasil empresas não gostam muito de pagar impostos".
Segredo para quem, cara pálida? O autor desta frase é exatamente quem deveria cuidar para que todos paguem seus impostos, o ministro da Fazenda Joaquim Levy. Em palestra que fez na semana passada, em São Paulo, a ex-alunos da Universidade de Chicago, onde também estudou, ele falou de passagem numa antiga prática, a sonegação fiscal, exercida desde sempre por amplos setores do alto empresariado nacional. Preferem pagar bons advogados e lobistas para pagar menos ou não pagar nada do que devem à Receita Federal.
Como de hábito, Levy depois tentou consertar o que disse, substituindo na transcrição oficial do inglês para o português a palavra "empresas" por "pessoas". Claro que ninguém gosta de pagar impostos, nem aqui, nem em Chicago, nem na China, mas o ministro deu azar de tocar neste assunto proibido justamente no momento em que a Polícia Federal deflagrava a Operação Zelotes, que está investigando 74 empresas suspeitas de causar um rombo de até R$ 19 bilhões aos já combalidos cofres públicos que Levy tenta salvar com seu ajuste fiscal.
Este é, de longe, o maior escândalo de corrupção da nossa história, quiçá do mundo, muito maior do que todos os mensalões e petrolões juntos, que há anos fazem a alegria da mídia udenista nativa, como mostram os números, que agora não tem mais jeito de esconder das manchetes e das capas de revista:
* Até o momento, do total do montante investigado, a Polícia Federal já identificou e comprovou prejuízos ao erário de R$ 6 bilhões causados pelo esquema, que envolve grandes grupos econômicos do porte dos bancos Bradesco,  Santander, Boston Negócios, Safra e UBS Pactual, e empresas como Ford, Gerdau, RBS, TIM, BRF, Petrobras, Light, Mitsubishi, Brascan e Marcopolo. Não tem cachorro pequeno nesta história e, até agora, não apareceram nomes de políticos (apenas uma sigla, a do PP, sempre ele, está na lista dos sonegadores investigados).
* Só este valor já corresponde a três vezes mais do que o total desviado no esquema de corrupção na Petrobras descoberto pela Operação Lava Jato e divulgado pelo Ministério Público Federal em janeiro: R$ 2,1 bilhões.
Para se ter uma ideia do que representa esta verdadeira indústria da sonegação, os R$ 19 bilhões e 77 milhões que deixaram de ser recolhidos à Receita Federal, só nos processos investigados até agora, estão próximos dos R$ 18 bilhões que o ministro Joaquim Levy pretende cortar este ano em benefícios trabalhistas e previdenciários, as principais metas do pacote fiscal que está paralisando o país. Ou seja, se o Ministério da Fazenda e a Receita Federal cobrassem dos grandes sonegadores o que devem, o governo nem precisaria fazer ajuste nenhum.
Só agora, com a Operação Zelotes, nós, simples contribuintes, ficamos sabendo da existência de um tal de CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), a sigla que esconde o grande ninho da corrupção numa bilionária parceria público-privada, espécie de segunda instância a que as empresas podem recorrer quando se sentem "prejudicadas" pela fiscalização.
A curiosidade deste tribunal tributário especial é que ele é constituído de forma paritária por servidores do Ministério da Fazenda e representantes das confederações e sindicatos patronais, ou seja, das pessoas jurídicas autuadas pelo Fisco.
A cada dia, aos poucos, novos escândalos vão aparecendo e mostrando como o CARF se tornou um ótimo negócio para as empresas devedoras da Receita Federal. Vamos só pegar alguns exemplos:
* Para não pagar uma dívida relativa a suposta sonegação de impostos da ordem de R$ 793 milhões, o Banco Safra está sendo investigado pelo pagamento de uma propina de R$ 28 milhões negociada com conselheiros do CARF, entre eles um procurador da Fazenda Nacional, Jorge Victor Rodrigues, segundo denúncia do jornal O Globo, com base em gravações de conversas interceptadas pela Polícia Federal, com autorização judicial.
* As investigações da PF no processo da montadora Ford levaram a um ex-presidente do CARF, Edison Pereira Rodrigues, que oferece seus "serviços" em troca de módicos 2% a 3% do valor devido, com garantia de "95% de chances" de reduzir ou anular as multas da Receita Federal. "Caso contrário, perderão com certeza. A bola está com vocês", escreveu Rodrigues em e-mail encaminhado à empresa e apreendido pelos agentes federais, no qual informa já ter trabalhado também para a Mitsubishi, "com sucesso", segundo reportagem da Folha desta quinta-feira.
* A Marcopolo, fabricante de carrocerias de ônibus, é suspeita de pagar R$ 1 milhão de propina para não pagar multa no valor de R$ 200 milhões, segundo denúncia do Estadão, o primeiro jornal a levantar o assunto, que já relacionou vários outros gigantes citados nas investigações (ver acima), como bancos, montadoras, empresas do setor alimentício, de construção e de telecomunicações. Parece que quase nenhum setor escapa. Todas as empresas, é claro, negam irregularidades e garantem só atuar dentro da lei. Segundo o jornal, dez conselheiros e ex-conselheiros do CARF estão sendo investigados por envolvimento no esquema.
É muito bom que os três principais jornalões brasileiros agora disputem esta gincana para jogar mais luz no escândalo das propinas da sonegação, abrindo ao caso o mesmo espaço e dando-lhe o mesmo tratamento concedido aos casos anteriores que abalaram o país.  Antes tarde do que nunca. E o governo o que faz? A julgar pelas declarações de Levy e do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, parece que ainda não está muito preocupado com isso.
Levy: "Não é uma coisa que se deva fazer com espalhafato, mas todas as ações serão e estão sendo tomadas". Quais? "O fortalecimento do Carf é um dos temas que elegi para a minha administração. É muito importante porque diminui a necessidade de se aumentar impostos". Fortalecimento? Como assim? Não seria melhor fechar de uma vez esta arapuca que só tem servido para sangrar os cofres públicos e encaminhar os reclamantes à Justiça comum, como qualquer um de nós?
Rachid: "Há 74 processos administrativos que estão sob suspeita pelas informações de que nós já dispomos (...) Mas não necessariamente os R$ 19 bilhões serão revertidos a favor da Fazenda Nacional". Por que não? O governo não está desesperadamente precisando de dinheiro para acertar as contas públicas? Não é justo aumentar a arrecadação, cobrando de quem pode e deve mais, em vez de cortar benefícios sociais de quem pode menos?
A crise não é só econômica, meus amigos. É política. O governo Dilma-2 precisa decidir de que lado fica.
E vamos que vamos.
Em tempo (atualizado às 14h):
Só para lembrar um detalhe que esqueci de colocar no texto acima: segundo estudo dos procuradores da Fazenda Nacional, a estimativa de sonegação fiscal para o exercício de 2015 está na ordem de R$ 500 bilhões.

por : ricardo kotscho                                                                                                                  conteúdo r7
Dólar fecha em queda pela 4º sessão seguida, a R$3,1292

Dólar fecha em queda pela 4º sessão seguida, a R$3,1292

Moeda fechou a semana mais curta com queda acumulada de 3,43%

re Severo/JC Imagem
O dólar encerrou em queda pela quarta sessão seguida nesta quinta-feira, acompanhando o cenário externo e refletindo o otimismo com o cenário político local mais tranquilo, enquanto espera a divulgação dos números sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, que saem na sexta-feira.
A moeda norte-americana recuou 1,36%, a 3,1292 reais na venda, e fechou a semana mais curta com queda acumulada de 3,43%. Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de 1,9 bilhão de dólares.
— É uma combinação de fatores, de menor pressão externa e acomodação das preocupações políticas no Brasil — disse o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto.
Apesar da tranquilidade vista nesta sessão, as próximas semanas ainda tendem a mostrar volatilidade, com a moeda norte-americana sensível a notícias pontuais sobre desdobramentos políticos no Brasil e indicadores econômicos nos Estados Unidos, que possam sinalizar quando será elevada a taxa de juros norte-americana.
— No Brasil, tem um início de percepção que talvez o pior esteja para trás, mas os dados ainda estão ruins, com inflação alta e dados fiscais e externos ainda sem mostrar virada — disse o consultor da InvestPort Dany Rappaport, acrescentando, no entanto, que conforme os avanços no ajuste fiscal começam a acontecer, a visão negativa começa a diminuir no Brasil.
Nesta sessão, o dólar também caía no mercado externo, com recuo de cerca de 0,7% em relação a uma cesta de moedas.
No cenário externo, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caiu inesperadamente na semana passada, sugerindo que o mercado de trabalho continua a expandir mesmo com o crescimento econômico enfraquecido. Logo após a divulgação dos dados, o dólar chegou a subir ante o real, mas voltou a perder força.
Na sexta-feira, apesar do feriado de Páscoa, o governo norte-americano divulga o dado de criação de vagas fora do setor agrícola, números acompanhados de perto pelo mercado como sinalizadores de eventual mudança na condução da política monetária do país.
Nesta manhã, o Banco Central vendeu a oferta integral de até 10,6 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 4 de maio, equivalentes a 10,115 bilhões de dólares. Até o momento, a autoridade monetária já rolou cerca de 10% do lote total.
Rússia diz que crise cambial terminou, mas que inflação deve subir

Rússia diz que crise cambial terminou, mas que inflação deve subir


MOSCOU (Reuters) - O governo da Rússia disse nesta quinta-feira que a sua crise cambial estava terminada, mas alertou que a inflação deve subir para acima dos dez por cento, o que é mais um problema para o governo do presidente Vladimir Putin, que enfrenta a pior turbulência econômica desde 1998 no país.
O rublo caiu para os seus menores níveis históricos na semana passada com a queda drástica do preço do petróleo, espinha dorsal da economia russa, e com as sanções ocidentais por causa da crise ucraniana, que tornaram praticamente impossível para as empresas russas buscarem empréstimos nos mercados do Ocidente.
No entanto, a moeda desde então reagiu, depois que as autoridades tomaram medidas para interromper a desvalorização e reduzir a inflação, que, depois de anos de estabilidade, ameaça a reputação de Putin de garantir a prosperidade do país.
As medidas incluíram um aumento na taxa de juros de 10,5 por cento para 17 por cento, cortes nas exportações de grãos e controle informal de capitais.
"A taxa chave foi elevada para estabilizar a situação no mercado cambial. Esse período, na nossa opinião, já passou. O rublo agora está se fortalecendo”, afirmou o ministro das Finanças, Anton Siluanov, ao Parlamento na quinta-feira.
Segundo ele, a taxa de juros será reduzida se a situação permanecer estável. A agência de risco Standard & Poor's afirmou nesta semana que poderia rebaixar a qualificação da Rússia já em janeiro devido à rápida deterioração da sua “flexibilidade monetária”.

(Tradução Redação Brasília)
Tribunal de Contas da União apura se Petrobrás aceitou ter prejuízo em acordo com estatal boliviana

Tribunal de Contas da União apura se Petrobrás aceitou ter prejuízo em acordo com estatal boliviana

Manobra teria permitido um repasse maior de dinheiro para a Bolívia

Petrobrás teria aceitado prejuízo para repassar mais dinheiro para estatal boliviana Reprodução
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União investiga a suspeita de que a Petrobrás tenha aceitado tomar prejuízo em um contrato com a estatal boliviana YPFB. A manobra permitiria repasse maior de dinheiro ao país vizinho, governado por Evo Morales, um aliado ideológico do PT.
O MP aponta o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli como responsável por um possível dano ao erário federal causado pela decisão. Mas quer que o TCU avalie se houve, de fato, prejuízo. O tribunal avaliará também quais as outras pessoas e instâncias da empresa responsáveis por aprovar um aditivo contratual que permitiu aos bolivianos diminuir o potencial calorífico mínimo do gás entregue diariamente pela YPFB à empresa brasileira.


Autor da representação, procurador Júlio Marcelo de Oliveira afirma que é necessário averiguar o caso.
— É imperativo averiguar o fato de a repactuação estar fora das práticas da indústria do petróleo e de não gerar aparentemente nenhuma vantagem para a empresa brasileira. É natural inferir que a repactuação, por conta da mudança do teor calorífico do gás, possa ser um acordo subreptício para majorar o valor efetivamente pago pela Petrobrás em razão do contrato.
A mudança foi feita em dezembro de 2009 em um contrato assinado entre Petrobrás e YPFB em agosto de 1996 para fornecimento de gás à estatal brasileira. O acordo original, relatou o procurador, estabelecia a compra de uma quantidade diária de gás com poder calorífico de 9.200 kilocalorias (kcal) por metro cúbico. Com a alteração, "sem explicação aparente", esse valor caiu para 8.200 kcal por metro cúbico.
Em outubro, esse mesmo contrato já havia chamado a atenção do Ministério Público por causa de outra modificação. Na ocasião, Oliveira pediu uma auditoria para apurar possível dano ao erário motivado pelo pagamento de US$ 434 milhões extras pelo fornecimento de gás boliviano.
O acréscimo foi justificado como "indenização" por componentes nobres misturados ao gás entregue à Petrobrás pela correspondente boliviana. Agora, por causa do aditivo, o procurador desconfia que pode ter havido um prejuízo ainda maior à estatal e ao País.

Em andamento

A apuração solicitada em outubro já começou e segue em andamento, informou a assessoria do TCU. Com a nova representação relacionada ao aditivo, essa investigação deve ter seu foco ampliado. A unidade do TCU responsável por conduzir a auditoria é a Secretaria de Controle Externo da Administração Indireta no Rio de Janeiro (SecexEstat), que produzirá um relatório a ser entregue ao relator, Vital do Rêgo, que sucedeu a José Jorge no TCU.
Na representação de outubro, Oliveira anexou reportagens sobre a atuação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor da indenização reivindicada pelo colega Evo Morales em 2007. Apontou também a ausência de justificativas técnicas para o aumento do valor.
O reajuste foi polêmico principalmente por causa da dúvida a respeito do aproveitamento das frações nobres - propano, butano e gasolina natural - escoadas pelo gasoduto Brasil-Bolívia com o gás natural. Em princípio, eles poderiam ser usados na indústria petroquímica. Mas, para isso, o Brasil teria de instalar, no curso do gasoduto, uma planta para separá-los e organizar um setor de venda específica das frações nobres. Essas unidades separadoras jamais foram instaladas.
— A Petrobrás estaria, pois, remunerando a Bolívia por algo que não teria nenhuma utilidade econômica para suas atividades.
Procurada pela reportagem, a Petrobrás não se pronunciou sobre o caso. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Crise na Argentina traz prejuízo para setores da indústria brasileira

Crise na Argentina traz prejuízo para setores da indústria brasileira

De montadoras de carros a farmacêuticas, passando por chocolates e trigo, todos são afetados
Argentina (foto) precisa diminuir o populismo para sair da criseAlexander Hassenstein/Getty Images
A mais recente crise na Argentina está trazendo prejuízo para diversos setores da indústria brasileira. Os problemas que, no início do ano, pareciam estar restritos às montadoras de veículos, agora estão se espalhando para outros setores.
O diretor da Escola de Investimentos Leandro&Stormer, Leandro Ruschel, explica que quanto mais livre o mercado, mais baratos e melhores são os produtos e serviços oferecidos aos consumidores. No caso da Argentina, o maior problema são as salvaguardas. O país cria entraves ao importar produtos para tentar proteger a sua indústria.
— Isso atrapalha setores como automotivo, de calçados, metais, manufaturados e madeireiro. Por enquanto, o Brasil segue com um saldo da balança comercial positivo em relação a Argentina, fechando em US$ 3,15 bilhões de dólares em 2013. Poderia ser muito mais não fossem as salvaguardas diretas e indiretas mantidas pelas autoridades aduaneiras, com atrasos de liberação de licenças de importação e retenção de produtos na aduaneira, como aconteceu com calçados brasileiros na virada de 2013 para 2014.
Neste ano, o comércio entre Brasil e Argentina já caiu 19,59% em relação a 2013 no comparativo dos primeiros cinco meses. De janeiro a maio, a soma das importações e exportações ente os países foi de US$ 12 bilhões, enquanto no ano passado, havia alcançado US$ 14,9 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O saldo comercial era positivo para o Brasil em US$ 421 milhões no ano passado e caiu para US$ 379 milhões neste ano.
O diretor do Ceiri (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais), professor doutor Marcelo Suano, afirma que, apesar desses problemas, o relacionamento entre os dois países continua.
— Não tem como evitar ou substituir um parceiro grande como a Argentina. No entanto, o modelo adotado pelo país vizinho — assistencialista e de inclusão social irresponsável — está na iminência do fracasso. O Brasil era o único que dava respaldo para a Argentina, que está agora sem capacidade de conseguir investimento.
Calçados
Sobre os setores que estão sendo prejudicados pelas barreiras comerciais argentinas, Suano aponta o de calçados. Segundo ele, as medidas protecionistas daquele país afetam toda a cadeia produtiva.
— Algumas empresas enviaram os produtos para a Argentina e eles ficaram parados na fronteira. Elas quase quebraram. Já as que deixaram em pátio próprio conseguiram vender para outros mercados.
De acordo com Suano, apesar das reuniões para liberar os produtos travados na fronteira, as indústrias tiveram queda de até 30%.
Chocolate
A Abicab (Associação da Indústria Brasileira de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) também teve resultados negativos. Segundo a Vice Presidente de Exportações da associação Solange Isidoro, a Argentina era um destino significante para os produtos brasileiros até o ano passado.
De acordo com dados da associação, no primeiro semestre deste ano, o saldo entre importação e exportação é negativo para o Brasil em US$ 1,48 milhão. No mesmo período do ano passado, o Brasil tinha saldo positivo de US$ 4,86 milhões.
— Enquanto a Argentina não resolver os problemas internos, não conseguirá crescer. Isso prejudica o setor.
Trigo
Moinhos brasileiros estão comprando dos Estados Unidos a maior parte do trigo importado de que necessitam nesta época do ano quando geralmente trariam o produto da Argentina. O governo do país vizinho ainda não liberou os embarques para exportações.
A situação eleva os custos das empresas e alonga os cronogramas de desembarque do produto importado, o que atrapalha o planejamento das indústrias.
Soluções
O presidente da Camarbra (Câmara de Comércio Argentino - Brasileira de São Paulo), Alberto Alzueta, afirma que uma sugestão para evitar os problemas de produtos presos na fronteira da Argentina é usar moedas locais e diminuir a burocracia na licença com declaração prévia.
O diretor do Ceiri Marcelo Suano diz que, para melhorar a situação, as empresas precisam criar estratégias de sobrevivência e se adaptar às restrições do país vizinho. Já no âmbito político, é preciso ter menos populismo.
— O que é mais difícil de acontecer no médio e curto prazo.
Órgão antitruste do Reino Unido quer investigar bancos

Órgão antitruste do Reino Unido quer investigar bancos

Londres - A autoridade antitruste do Reino Unido disse que deveria haver uma profunda investigação nos mercados sobre operações bancárias de pequenas e médias empresas e sobre contas correntes pessoais.
Em relatório, a Autoridade de Competição e Mercados do Reino Unido afirmou que partes essenciais do setor bancário de varejo falha em oferecer uma competição efetiva e que não cumpre as necessidades dos consumidores pessoais ou de pequenas e médias empresas.
O órgão agora está realizando uma consulta sobre a decisão provisória de que deveria haver uma investigação conjunta nos mercados. Durante a consulta, a autoridade irá ouvir outras visões sobre o assunto.
As contas correntes pessoais e operações das pequenas e médias empresas são dominadas pelos quatro principais bancos do Reino Unido: Lloyds Banking Group, Royal Bank of Scotland, Barclays e HSBC Holdings.
A autoridade também está prospectando visões sobre propostas para remediar problemas suspeitos identificados no setor bancário para pequenas e medias empresas. O órgão espera que essas propostas sejam implementadas, em vez de conduzir uma investigação de mercado sobre esse tema. Fonte: Dow Jones Newswires.
..::Folha de Vitoria::..
Captação da poupança em junho é a menor em três anos

Captação da poupança em junho é a menor em três anos

Depósitos na poupança superaram os saques em R$ 3,2 bilhões ao longo do mês

Essa foi a menor captação líquida registrada em junho desde 2011 Getty Images
Os depósitos em poupança superaram os saques em R$ 3,223 bilhões em junho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (7) pelo BC (Banco Central). Essa foi a menor captação líquida (depósitos maiores que retiradas) para o mês de junho desde 2011, quando a registrada foi de R$ 220,427 milhões.

Em junho do ano passado, a captação foi a maior registrada na série do BC (iniciada em 1995) para o período (R$ 9,451 bilhões).  No primeiro semestre, os depósitos foram maiores que as retiradas em R$ 9,614 bilhões, 66% menor dos que os R$ 28,273 bilhões registrados em igual período de 2013.

No mês passado, os depósitos ficaram em R$ 130,630 bilhões e os saques, em R$ 127,406 bilhões. Foram creditados R$ 3,420 bilhões de rendimentos. O saldo da poupança alcançou R$ 626,970 bilhões, dos quais R$ 490,241 bilhões são do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e R$ 136,729 bilhões da poupança rural.
Pela regra atual, com a taxa básica de juros, a Selic, acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a TR (Taxa Referencial), tipo de taxa variável. Essa fórmula está em vigor desde agosto do ano passado, quando a Selic foi reajustada para 9% ao ano. Quando os juros básicos da economia estão iguais ou inferiores a 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da taxa Selic mais a TR. Atualmente, a Selic está em 11% ao ano.
A fórmula só vale para o dinheiro depositado na poupança a partir de 4 de maio de 2012. Para os depósitos anteriores, o rendimento segue a regra antiga, de 0,5% ao mês mais a TR. Os demais direitos de quem aplica na caderneta foram mantidos, como a isenção de taxa de administração e de impostos.

Inflação desde 1994 faz com que brasileiro precise ganhar cinco vezes mais

Inflação desde 1994 faz com que brasileiro precise ganhar cinco vezes mais



Aumento geral de preços foi de 362% nos últimos 20 anos (desde o início do Plano Real)

De acordo com o Dieese, salário mínimo do trabalhador deveria ser de R$ 3.079,31 hoje para suprir as despesas básicas Daily Mail
O Plano Real, programa brasileiro que estabilizou a economia do País, já tem 20 anos. Nesse período (julho de 1994 a junho de 2014), a inflação nacional atingiu 362%, segundo cálculos do economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) Marcel Solimeo. 
Um exemplo desse aumento de preço é um dos itens mais presentes na mesa do brasileiro, o frango. Em 1994, 1 kg de frango custava R$ 1. Atualmente, 1 kg de frango é vendido em média por R$ 4,76 em São Paulo, segundo a última pesquisa da cesta básica da Fundação Procon-SP, referente a maio.
Para se ter uma ideia do aumento de custo para o consumidor no período. Em julho de 1994, o salário mínimo era de R$ 64,79, mas o necessário para suprir as despesas básicas do trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência era de R$ 590,33.
Hoje, apesar da renda ter subido e o salário mínimo ter chegado a R$ 724, as pessoas precisariam ganhar em maio (mais recente dado) deste ano R$ 3.079,31 para suprir essas despesas, ou seja, cinco vezes mais do que em 1994.

Consumidores temiam o remarcador de preços na época da hiperinflação

Os dados acima são da pesquisa da cesta básica de alimentos realizada mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) com base no custo apurado para a cidade de São Paulo.
Além disso, alguns serviços subiram mais do que a inflação nesses 20 anos.
O coordenador do curso de administração do Ibmec/MG e doutor em Administração, Eduardo Coutinho, dá o exemplo da energia elétrica residencial, que sofreu um aumento de 397%. Outros casos são a moradia e a comunicação (telefonia e internet) que subiram 836% cada um.
— Acontece que, nesses 20 anos do Plano Real, houve crescimento acelerado da renda, proliferação de crédito e aumento do nível de ocupação da mão de obra. Isso pressionou os preços para cima.
Pontos positivos e negativos do Plano Real 
A nova moeda brasileira foi instituída no início dos anos 90 com o principal objetivo de controlar o aumento geral de preços no País. Antes do plano, a variação anual média no período de 1980 a 1994, segundo dados do Banco Central, foi de 451,57%. Após ela entrar em circulação, o percentual caiu. Por exemplo, de 1995 a 2003, o índice foi de 9,12%.
O economista da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Carlos Alberto Cinquenti explica que “uma diferença do Plano Real em relação aos anteriores é que você tinha um mercado para disciplinar a alta de preços”.

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Pais do Real defendem reformas para garantir seu legado
Apesar de atualmente o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial da inflação, estar longe dos patamares gigantes da década de 80, a situação preocupa, pois já se soma 6,37% no acumulado entre junho de 2013 e maio deste ano. O índice tem ficado ao redor do teto da meta do governo que é de 6,5%. Com os preços lá em cima, o poder de compra da população diminui.
Carlos Alberto ainda afirma que a responsabilidade fiscal (controle dos gastos) é um outro pilar do Plano Real que está sendo desrespeitado.
— A gente está vendo o crédito sendo liberado de forma lasciva e o governo federal tem tido pouca disciplina fiscal.
Em maio, o esforço fiscal do governo federal, estaduais e municipais para pagar os juros da dívida pública registrou o pior resultado para o mês desde o início da série histórica em dezembro de 2001. No mês, o setor público deixou de poupar R$ 11,046 bilhões. Já o endividamento do País chegou a R$ 1,725 trilhão. 

PF prende foragidos da Argentina e do Chile acusados de tráfico e de furto

PF prende foragidos da Argentina e do Chile acusados de tráfico e de furto

Mais de cem estrangeiros foram presos cometendo crimes no Brasil durante a Copa do Mundo



Centro de Cooperação Policial Internacional permite à PF rastrear antecedentes criminais de todos os presos durante o MundialCarolina Martins/R7
A PF (Polícia Federal) informou, nesta sexta-feira (27), que prendeu um traficante argentino e um infrator chileno que eram procurados em seus países e viviam ilegalmente no Brasil.
Por meio do trabalho integrado entre policiais de 37 nacionalidades no CCPI (Centro de Cooperação Policial Internacional), estruturado em função da Copa do Mundo, é possível rastrear os antecedentes criminais de todos os detidos durante o Mundial.

De acordo com informações da PF, as prisões ocorreram na última quinta-feira (26). O argentino David Julio Ricardo Gil estava no Brasil desde 2010 e responde por tráfico de drogas na Argentina. Ele fugiu de seu país depois que a polícia argentina descobriu o laboratório de cocaína e de maconha que ele mantinha em casa.

Há quatro anos foragido, o argentino foi preso na Bahia, depois de um trabalho conjunto entre policiais argentinos e brasileiros, que operam de forma integrada durante a Copa do Mundo.

O chileno Carlos Rodolfo Rodriguez Toro, de 57 anos, foi preso em Brasília tentando roubar uma loja de eletrônicos em um dos maiores shoppings da cidade. Ele estava no Brasil há dois anos, vivendo ilegalmente.

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De acordo com o delegado da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) no Brasil, Luiz Navajas, o chileno seria rapidamente liberado se não houvesse o trabalho integrado com os policiais estrangeiros.

— Seria uma prisão normal. Mas, recebemos as informações aqui e compartilhamos com os colegas chilenos. Pesquisando no sistema do Chile, eles verificaram que o acusado tinha três mandados de prisão em aberto naquele país.

Toro foi condenado pela Justiça chilena por dois anos por furto e uma invasão de domicílio. Tanto ele como o argentino vão permanecer presos até que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgue os pedidos de extradição.

Mais de cem estrangeiros presos
Desde o início da Copa do Mundo, mais de cem estrangeiros foram presos cometendo crimes no Brasil. Quando não há antecedentes criminais nos países de origem, eles são julgados pelo delito cometido aqui e não cabe, necessariamente, pedido de extradição. Entre os delitos registrados, estão casos de venda ilegal de ingressos, invasão de estádio e até uso de documentos falsos.
Já nos casos dos procurados pela Justiça, o STF emite um mandado de prisão e os foragidos ficam presos no Brasil até serem julgados o pedido de extradição. É o caso do traficante mexicano, que foi preso no aeroporto do Rio de Janeiro tentando embarcar para Fortaleza para assistir ao jogo entre Brasil e México, na semana passada.
Desde que começou a funcionar, no início de junho, do CCPI da Polícia Federal já recebeu cerca de 600 pedidos de análise de antecedentes criminais, verificação de documentos e de nacionalidades.
Os pedidos são feitos por forças policiais, as Polícias Civil e Militar dos Estados quando prendem algum estrangeiro, ou por autoridades judiciais.
O trabalho do escritório em Brasília é feito por cem policiais estrangeiros e 50 policiais federais que vão se revezar durante os sete dias da semana, 24 horas por dia, até o encerramento da Copa do Mundo.
Moody's elogia crescimento da Austrália, mas cita riscos

Moody's elogia crescimento da Austrália, mas cita riscos

Agência Estado

O crescimento econômico da Austrália é robusto, mas alguns riscos se tornaram evidentes, alertou a Moody's. Em comunicado, a agência de classificação de risco afirmou que um possível sobreaquecimento do mercado imobiliário pode apresentar riscos de médio prazo.
A Moody's lembrou que os preços continuaram a subir no primeiro trimestre deste ano, com o crescimento médio anual nas oito principais cidades acelerando para 8,3%. Essa é a maior taxa de crescimento em quase quatro anos. "Após considerar os limites no lado da oferta, o influxo de capital estrangeiro e o fato de que a política monetária deve continuar acomodatícia no futuro previsível, o mercado imobiliário parece cada vez mais suscetível a entrar em um looping positivo nos preços e eventualmente pode enfrentar uma correção", escreveu.
Mas, como o aumento no crédito imobiliário não foi acompanhado por um boom na construção de imóveis, uma potencial contração no setor teria impacto limitado na economia, avaliou a Moody's.
Ao mesmo tempo, a agência de classificação de risco disse que a estabilidade nos indicadores de confiança dos consumidores nos últimos anos é "notável" e que o crescimento de curto prazo parece direcionado pelo consumo doméstico, em vez de exportações e investimentos em recursos naturais. A Moody's estima crescimento econômico de 2,6% a 3,0% ao ano durante os próximos cinco anos.
O rating de longo prazo da Austrália, medido pela Moody's, é Aaa, com perspectiva estável.
Burocracia é a maior barreira para estrangeiros

Burocracia é a maior barreira para estrangeiros

Pesquisa inédita da PWC mostra, porém, alegria em trabalhar no Rio

Homem pratica stand up paddle na Praia de Copacabana Foto: Fernando Quevedo / Agência O Globo


RIO - Visto, carteira de trabalho e de motorista, validação de diplomas, CPF... A burocracia é a principal barreira que o executivo estrangeiro enfrenta ao escolher vir trabalhar no Brasil. Pesquisa exclusiva que a PricewaterhouseCoopers (PwC) divulga nesta segunda-feira , feita com 97 executivos instalados no Rio, mostra, porém, que a beleza da cidade e a hospitalidade dos cariocas tornam a qualidade de vida aqui um dos pontos altos eleitos pelos estrangeiros.
— O problema já começa com o visto de entrada. Há casos de executivos que levaram até um ano para conseguir os documentos. Com os investimentos previstos para o Rio nos próximos anos e o pré-sal, o Brasil precisa de recursos humanos preparados numa quantidade suficiente para realizar esses investimentos — afirmou Ivan Clark, sócio da PwC Brasil e líder do escritório no Rio de Janeiro.
Falta de segurança e trânsito complicado são as questões negativas apontadas pelos estrangeiros que vieram em sua maioria da Europa (61%) e da América do Norte (18%).
Os pontos negativos não impedem que o executivo goste da cidade: 80% dos entrevistados estão felizes com a qualidade de vida daqui
— A beleza, as praias, o clima agradam os executivos. Tanto que a maioria diz que quer ficar mais tempo no Rio — diz Clark.
Mais de 80% dos executivos disseram que aceitariam estender o contrato por mais cinco anos no Brasil.
— Esses executivos têm bastante contato com a comunidade estrangeira e, por isso, é importante que ele levem uma boa imagem do Brasil.
Segundo os registros do Ministério do Trabalho, o Rio foi o estado que mais recebeu trabalhadores estrangeiros. Foram 22.285 vistos concedidos no ano passado. Os pesquisadores ouviram diretores executivos, financeiros e gerentes

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Por causa dos feriados extras, alguns trabalhadores receberão dobrado na Copa

Por causa dos feriados extras, alguns trabalhadores receberão dobrado na Copa

Em São Paulo e Rio, não terão folga profissionais de atividades essenciais, imprensa e turismo
Rio de Janeiro terá dois feriados que só começam após o meio-dia e um dia inteiro de folgaAlessandro Buzas / Agência O Dia
Os jogos da Copa do Mundo no Brasil foram definidos como feriado em algumas das 12 cidades-sede. A maioria delas terá ponto facultativo e horários diferenciados para os funcionários públicos. Apesar disso, mesmo onde será feriado, não são todos os trabalhadores que vão desfrutar desse benefício.
Três cidades decretaram feriados na Copa: São Paulo, na abertura (dia 12); Fortaleza, no segundo jogo da seleção (dia 17); e Rio de Janeiro, nos dias 18 e 25 de junho, após o meio-dia — apenas no dia 4 de julho os cariocas terão folga o expediente inteiro (confira ao final como ficam os dias de jogos em cada local).
No entanto, cariocas e paulistanos definiram que alguns setores não terão direito ao feriado. São eles: comércio de rua, bares, restaurantes, centros comerciais e shopping centers, pontos turísticos, hotéis, além de serviços essenciais e imprensa. Com isso, as empresas desses setores não são obrigadas a dar folga. Elas até podem conceder o benefício a seus empregados, mas por decisão própria.
Em São Paulo, os trabalhadores de comércio, que inicialmente estavam nessa lista dos que não teriam direito ao feriado, protestaram contra a decisão e conseguiram a alteração no decreto. Com isso, eles passam a ter direito ao benefício e, se trabalharem nessas datas, receberão vale-refeição, folga e remuneração em dobro.
Em razão disso, advogados trabalhistas afirmam que os profissionais que trabalham em São Paulo, Rio e Fortaleza devem ficar atentos para saber se receberão dobrado, se terão de trabalhar e compensar outro dia, ou se não terão qualquer benefício, pois terão que trabalhar normalmente.
Direitos
De acordo com o especialista em direito do trabalho Fernando Cassar, as regras trabalhistas para esses feriados são as mesmas válidas para os demais.
— Isso quer dizer que quem trabalhar no feriado — exceto as categorias que estão excluídas nos decretos municipais de cada cidade — terá direito ao pagamento em dobro ou a uma folga adicional.
Cassar afirma que, no Rio de Janeiro, o decreto não deixa claro se algumas categorias devem ser excluídas ou não do feriado, como porteiros e empregados domésticos. Nesses e em outros casos em que haja dúvida, o especialista sugere que patrões e trabalhadores usem o bom senso.
Ponto facultativo
Nas cidades em que não houver feriado, mas apenas ponto facultativo, as empresas não estão obrigadas a dar o feriado. Com isso, os profissionais não vão receber nada a mais se trabalharem nos dias dos jogos. No entanto, segundo o diretor da empresa Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria, Silvinei Cordeiro Toffanin, qualquer lojista pode decidir não abrir a loja, “porque às vezes não compensa”.
— As empresas que possuem acordo de banco de horas assinado com os funcionários pode fazer um expediente diferente e compensar, por exemplo, trabalhando uma hora a mais nos outros dias da semana.
Custo
Um estudo feito pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) indicou que, nas empresas onde não houver dispensa de funcionários em dias de jogos, os gastos adicionais na folha de pagamento poderão chegar a R$ 135 bilhões.
O valor inclui os encargos trabalhistas e as horas extras em dias de feriados, quando os empregados têm direito a receber o dobro do que ganham em dia normal de trabalho.
Impostômetro chega à marca de R$ 700 bilhões nesta segunda

Impostômetro chega à marca de R$ 700 bilhões nesta segunda

No ano passado, esse mesmo valor só foi alcançado no dia 12 de junho

No site do Impostômetro é possível estimar quanto o brasileiro pagará de tributos de 1º de janeiro até esta segundaReprodução/www.impostometro.com.br
O Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) vai registrar R$ 700 bilhões nesta segunda-feira (9), por volta das 10h30. Esse é o total desembolsado por todos os brasileiros para pagar impostos, taxas e contribuições para a União, os Estados e os municípios.
No ano passado, essa mesma marca de R$ 700 bilhões foi alcançada somente no dia 12 de junho. Rogério Amato, presidente da ACSP e presidente-interino da CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil), defende maior controle nos gastos por parte do governo.
— Mesmo com a desaceleração da economia, a arrecadação do governo federal vem crescendo acima da inflação, apesar das desonerações ainda existentes. Infelizmente, vemos que as despesas de custeio aumentam e os investimentos estão contidos. Enquanto não houver maior controle dos gastos, os aumentos da receita não serão canalizados para os investimentos necessários para reduzir pontos de estrangulamento que desestimulam ou inviabilizam a expansão do setor privado.
Pelo portal www.impostometro.com.br, é possível descobrir o que dá para fazer com todo o dinheiro arrecadado. Por exemplo: quantas cestas básicas é possível fornecer e quantos postos de saúde podem ser construídos. O portal também possibilita o levantamento dos valores que as populações de cada Estado e município brasileiro pagaram em tributos.
Impostos na Copa
Nem na hora de vibrar com a Copa do Mundo o brasileiro estará a salvo dos impostos pesados. O produto que é o maior vilão no quesito carga tributária atualmente é o chope: 62,2% do preço final correspondem a impostos.
Outros destaques são fogos de artifício (61,56%), bola de futebol (46,49%), refrigerante (46,47%), amendoim (36,54%) e camisa de time (34,67%). Os dados são do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), que abastece o Impostômetro.
Produção do www.impostometro.com.br

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