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CUT, MST e UNE fazem atos contra terceirização em 17 estados e no DF

CUT, MST e UNE fazem atos contra terceirização em 17 estados e no DF

Manifestantes também defendem a Petrobras e a reforma política.
Atos criticam ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entre outros grupos, realizam nesta terça-feira (7) atos em todo o país contra o projeto de lei que regulamenta os contratos de terceirização no mercado de trabalho.
A proposta pode ir à votação nesta tarde pela Câmara dos Deputados. Entenda o projeto.
Perto das 18h, havia registro de protestos em 17 estados e no Distrito Federal. Veja aqui o mapa das manifestações e abaixo a situação em cada estado.
DISTRITO FEDERAL
Por volta das 15h30, começou umconfronto entre policiais e manifestantesque se concentravam próximo ao Congresso Nacional, em Brasília. (Veja no vídeo ao lado)
A PM informou que cinco manifestantes foram conduzidos para a delegacia do Congresso, sendo dois por dano ao patrimônio, dois por lesão corporal e um por furto. Segundo a corporação, um manifestante ferido e quatro policiais foram foram encaminhados ao posto de saúde.
A polícia fez um cordão de isolamento para evitar que os manifestantes se aproximassem do prédio do Congresso. Perto das 18h o ato foi encerrado. Segundo a CUT, 4 mil manifestantes estiveram em frente ao Congresso. A polícia estima 2,5 mil pessoas. 
Durante a manhã, os manifestantes se reuniram na área de desembarque do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. A Polícia Militar e os organizadores estimaram em 60 pessoas o número de participantes do protesto da manhã.
Os manifestantes criticam o projeto de lei que regulamenta a terceirização no mercado de trabalho. "O objetivo é que entendam que a classe trabalhadora não quer esse projeto de lei", afirmou o diretor da CUT no Distrito Federal, Rodrigo Rodrigues. Leia mais

Manifestação em BH (Foto: Humberto Trajano/G1)Manifestação em BH (Foto: Humberto Trajano/G1)
MINAS GERAIS
Manifestantes ligados a centrais sindicais e movimentos sociais reúnem-se na Praça Afonso Arinos por volta das 17h.
De acordo com o secretário de Comunicação da CUT no estado, Neemias Rodrigues, o protesto é contra o PL 4330, que trata da terceirização, o ajuste fiscal, a corrupção e a redução da maioridade penal.
Os manifestantes defendem a Petrobras, a democratização dos meios de comunicação, a democracia e a reforma política. Leia mais

Centrais sindicais e movimentos populares participam de marcha rumo à Praça da República, no Centro de São Paulo, para marcar o Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, contra lei que libera a terceirização para áreas-fim (Foto: Clayton de Souza/Estadão Conteúdo)Protesto em SP seguiu pela Rua da Consolação
(Foto: Clayton de Souza/Estadão Conteúdo)
SÃO PAULO
O ato que começou por volta do meio-dia em frente ao Hospital das Clínicas e seguiu para a Rua da Consolação, onde ocupou parcialmente a via até acabar, por volta das 13h.
Na capital paulista também há uma caminhada da Frente Democrática em Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) no centro da cidade. O trânsito está lento na região, segundo a CET.

Trabalhadores da Petrobras atrasam início do turno de trabalho na Ilha do Governador (Foto: Reprodução/ TV Globo)Trabalhadores da Petrobras fazem ato no Rio
(Foto: Reprodução/ TV Globo)
RIO DE JANEIRO
Trabalhadores da Petrobras e de empresas terceirizadas que prestam serviço para a empresa fizeram um ato em defesa dos direitos dos trabalhadores no Terminal Aquaviário, na Freguesia, na Ilha do Governador, e na Termoelétrica Barbosa Lima Sobrinho, em Seropédica, na Baixada Fluminense, na manhã desta terça.
Segundo o diretor geral do Sindipetro no Rio, Emanuel Cancela, o ato atrasou o início do expediente, mas não paralisou as atividades em nenhum dos dois locais. Quem chegava para trabalhar era parado na entrada.
Uma breve assembleia realizada no local decidiu o atraso do turno de trabalho para a realização do ato, segundo ele, também em defesa da Petrobras e da democracia. Leia mais

Passeata em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)Ato contra projeto de lei em João Pessoa, na PB
(Foto: Diogo Almeida/G1)
PARAÍBA
O protesto no Centro de João Pessoa reuniu, segundo a organização, 200 pessoas. A polícia não tem uma estimativa de público. O ato começou por volta das 8h desta terça (7) com um café da manhã no Ponto de Cem Reis.
Por volta das 10h, os manifestantes caminharam até a Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego. Ali, eles participaram de uma palestra sobre o PL 4.330, projeto de lei que regulamenta a terceirização no mercado de trabalho. "Esse projeto precariza as relações de trabalho e acaba com os direitos dos trabalhadores", afirmou o diretor-executivo da CUT na Paraíba, Marcos Henriques.
Na capital paraibana, o ato foi promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato de Serviços do Comércio, o Sindicato dos Comerciários, entre outras entidades, e terminou por volta das 12h20. Leia mais

Representantes do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas e do Sindicato dos Bancários levaram faixas para o centro de Maceió (Foto: Carolina Sanches/G1)Manifestantes levaram faixas para o centro de
Maceió (Foto: Carolina Sanches/G1)
ALAGOAS
A primeira manifestação começou às 8h30, em frente à Casa da Indústria, na Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol, em Maceió. O ato durou cerca de uma hora e meia. Segundo a organização, pouco mais de 10 pessoas participaram do ato, que não foi acompanhado pela polícia.
Por volta das 9h começou outro protesto no centro da capital alagoana, em frente à Delegacia Regional do Trabalho (DRT), que terminou ao meio-dia. Segundo os organizadores, participaram cerca de 200 pessoas. A Polícia Militar diz que o número de manifestantes não passou de 60.
O representante da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Paulo Roberto, diz que o ato se posiciona contra a aprovação do projeto de lei que regulamenta contratos de terceirização. "A proposta visa finalizar a economia e explorar o trabalhador com salários baixos. Além disso, sem vínculo com a empresa-mãe, eles não poderão ser representados com sindicatos", afirma. Leia mais

Manifestantes encerraram o protesto por volta das 10h10 em Salvador (Foto: Ruan Melo/G1)Manifestantes caminham pelas ruas de Salvador
(Foto: Ruan Melo/G1)
BAHIA
O protesto em Salvador reuniu, segundo a organização, 100 pessoas – 70, segundo a Polícia Militar. A concentração começou por volta das 7h em frente à Federação das Indústrias do Estado da Bahia. Às 9h20, os manifestantes saíram em caminhada pelas ruas da região.
Duas viaturas da Polícia Militar fizeram a segurança dos manifestantes e organizaram o tráfego de veículos. A mobilização foi encerrada por volta das 10h10.
“O ato é contra a PL 4330, que desregula os direitos dos trabalhadores e vai prejudicar 13 milhões de trabalhadores que não vão ter mais trabalhos diretos", afirmou Cedro Silva, presidente estadual da CUT. Leia mais

Manifestação em Fortaleza (Foto: G1)Manifestação em Fortaleza (Foto: G1)
CEARÁ
Na tarde desta terça, manifestantes saíram em caminhada da Praça da Bandeira e se reuniram na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, para o segundo ato do dia, promovido pela CUT, MST e Movimento dos Trabalhadores Urbanos do Ceará.
A PM estimou 800 pessoas no auge do protesto, e os organizadores contabilizam 1.500. O ato é contra o projeto de lei que libera estatais para terceirizar qualquer parcela de sua atividade.
Pela manhã, a mobilização na capital cearense teve a adesão de motoristas e cobradores de ônibus, que fecharam terminais. Outro grupo de trabalhadores protestou no aeroporto, sem afetar os voos, e houve ainda protesto na Praça do Ferreira.
Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus), das 20 empresas que operam, 14 não conseguiram deixar a garagem para seguir para os terminais. A situação foi normalizada por volta das 8h30. Leia mais

Coletiva foi realizada na sede da CUT, no Centro de São Luís (Foto: Michel Sousa/G1)Em São Luís, CUT realizou entrevista coletiva
(Foto: Michel Sousa/G1)
MARANHÃO
Em São Luís houve uma coletiva de imprensa na sede da CUT na manhã desta terça (7). A representante da entidade Júlia Nogueira explicou os motivos pelos quais a CUT é contra o projeto que regulariza a terceirização.
"Nós defendemos que os trabalhadores terceirizados tenham assegurados os mesmos direitos que os trabalhadores de órgãos ou empresas. As estatísticas mostram que um trabalhador terceirizado chega a ganhar 27% menos que os que não são", afirma. Leia mais

Manifestação no Recife (Foto: G1)Manifestação no Recife (Foto: G1)
PERNAMBUCO
Os manifestantes se concentraram no Parque 13 de Maio para o ato no Recife e seguiram em caminhada pela Avenida Conde de Boa Vista no fim da tarde desta terça. O trajeto ainda incluiu a Ponte Duarte Coelho e a Avenida Guararapes.
Segundo a PM, 350 pessoas participam do ato. Segundo a CUT, são 5 mil.
Participam integrantes do MST, CUT-PE, metroviários, Federação de Trabalhadores da Agricultura de Pernambuco (Fetape) e metalúrgicos, entre outros movimentos sociais.
"Nós metalúrgicos estamos nos unindo contra o PL 4.330, que significa precarização de salários e condições de trabalho. No nosso setor, a gente já sofre com a terceirização, a exemplo dos trabalhadores demitidos dos estaleiros Atlântico Sul e Promar, em Suape, que não receberam as verbas rescisórias", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, Henrique Gomes. Leia mais

Presidente da CUT no Pará diz que PL 4330 pode comprometer direitos trabalhistas (Foto: Gil Sóter / G1 Pará)Manifestação no Pará (Foto: Gil Sóter / G1 Pará)
PARÁ
Em Belém, poucas pessoas participaram do protesto organizado pela CUT na Praça dos Mártires de Abril.
Um grupo com seis manifestantes acompanhados de um carro de som protestaram contra o PL 4330, que muda as regras da contratação de trabalhadores terceirizados. Leia mais


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Ato faz parte da jornada nacional de luta (Foto: Divulgação/Sindsaúde RN)No RN, ato foi organizado por servidores da saúde
(Foto: Divulgação/Sindsaúde RN)
RIO GRANDE DO NORTE
Por volta das 15h começou o segundo ato do dia em Natal. A manifestação foi realizada na Praça Gentil Ferreira, no bairo do Alecrim, zona Oeste de Natal.
A Polícia Militar fez a segurança dos manifestantes e organizou o tráfego de veículos no bairro. O ato foi encerrado por volta das 16h30.
Além da CUT, também participaram do ato o Sindicato dos Petroleiros do RN (Sindipetro-RN), o MST, o Sindicato dos Rodoviários do RN, o Sindicato dos Hoteleiros e o Sindicato dos Trabalhadores no Setor Têxtil (Sindtêxtil). Leia mais
Pela manhã, os servidores da saúde fizeram uma manifestação que marcou o início da campanha salarial da categoria, "que exige condições de trabalho, reajuste e melhorias na saúde pública".
A concentração começou por volta das 8h em frente à sede do Sindsaúde e depois os manifestantes percorreram as ruas da capital, com paradas na prefeitura e na Secretaria Estadual de Saúde. Segundo a organização, 150 pessoas estiveram na manifestação. A PM não divulgou o número de participantes do protesto. O ato terminou por volta das 11h. Leia mais

Manifestação em Aracaju (Foto: Tássio Andrade/G1)Manifestação em Aracaju (Foto: Tássio Andrade/G1)
SERGIPE
Manifestantes se concentraram por volta das 15h na área dos mercados e seguiram em passeata pelo Centro de Aracaju.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 800 manifestantes participaram do ato, que terminou de forma pacífica por volta das 18h. A organização contabilizou 1.000 pessoas.
O presidente da CUT em Sergipe, Rubens Marques, disse que a estratégia era focar o debate na crítica ao PL 4330, que regulamenta a terceirização no mercado de trabalho. "É extremamente prejudicial aos trabalhadores, principalmente o servidor público. A reforma política também está nossa pauta", disse. Leia mais

No AC, em torno de 30 sindicalistas entregaram panfletos em órgãos públicos; Eles são contra a PL 4330, que facilita a terceirização de trabalhadores (Foto: Aline Nascimento/G1)Manifestantes fizeram panfletagem em Rio Branco
(Foto: Aline Nascimento/G1)
ACRE
Pelo menos 30 pessoas participaram do ato nesta manhã no Centro de Rio Branco, segundo a CUT no Acre. A Polícia Militar estima que participaram entre 20 e 30 pessoas.
De acordo com a presidente da CUT no estado, Rosana Nascimento, os sindicatos em Rio Branco resolveram protestar por meio de panfletagens em prédios públicos e nas ruas da cidade.
"Acreditamos na força dos trabalhadores e esse PL 4.330 não pode ser aprovado. É um câncer para o trabalhador, que tem que receber seus direitos trabalhistas", afirma. Leia mais

Ato aconteceu na Praça da Bandeira, no Centro de Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)Ato aconteceu na Praça da Bandeira,
no Centro de Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)
AMAPÁ
Em Macapá, o ato contra o projeto que regulariza a terceirização ocorreu na Praça da Bandeira, no Centro, começando às 9h e encerrando por volta das 11h30.
Organizado pela CUT estadual, o ato teve a adesão dos sindicatos dos Vigilantes e Bancários. De acordo com o movimento, 50 pessoas participaram da mobilização, que não teve a presença da Polícia Militar.
A secretária-geral da CUT no estado, Ivoneia Alves, disse que a terceirização acaba com os direitos dos trabalhadores e afeta as relações de trabalho. "Nossos direitos estão sendo jogados no lixo. Vai ter demissões em massa, ameaçando tudo o que a gente conquistou ao longo de nossas lutas. Governo é igual a feijão. Só funciona na pressão", disse em seu discurso no ato. Leia mais

RIO GRANDE DO SUL
Representantes de movimentos populares e centrais sindicais fizeram um protesto no salão de embarque do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Conforme a organização, eram 50 pessoas no local por volta das 10h.
O ato foi realizado no aeroporto porque os deputados gaúchos costumam viajar a Brasília neste dia da semana no primeiro voo da manhã. Nesta terça, os deputados devem votar o projeto de lei que regulariza a terceirização no mercado de trabalho.
"O trabalho terceirizado é muito mais vulnerável em termos de benefícios, salário... Aprovar este projeto significa fortalecer o trabalho precário", afirmou Guimar Vidor, presidente estadual da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB-RS).
Após sair do aeroporto, o grupo foi para a Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre, onde cerca de 30 pessoas participaram da manifestação com panfletagem, segundo a Brigada Militar.Leia mais

Com pneus, manifestantes bloqueiam trecho da BR-163 em Itaúba. (Foto: Josimara Cristina/ Arquivo pessoal)Manifestação em Mato Grosso
(Foto: Josimara Cristina/ Arquivo pessoal)
MATO GROSSO
Trabalhadores do Movimento Sem-Terra (MST) bloquearam três rodovias em Mato Grosso nesta terça-feira (7), em protesto para cobrar o assentamento de aproximadamente 600 famílias em quatro fazendas. De acordo com a PRF, 180 pessoas participaram dda manifestação
Foram interditados os trechos da BR-070, em Cáceres; da BR-163 em Itaúba e da MT-358, em Tangará da Serra pela manhã e liberados no fim da tarde.
O protesto, segundo os organizadores, foi para cobrar uma audiência com o governo estadual, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e também com a Justiça Federal para tratar dos processos de desapropriação das áreas e que estão em tramitação. Leia mais

PARANÁ
Em Curitiba, um grupo de manifestantes se reuniu na Praça Rui Barbosa, na região central da cidade no fim da tarde. Eles protestaram contra o projeto de lei que regulamenta os contratos de terceirização no mercado de trabalho. Segundo os organizadores, 50 pessoas participaram do ato. Já a Polícia Militar calcula 30 pessoas.
Os manifestantes também pediram reforma politica com assembleia constituinte. O discurso dos manifestantes teve foco no PL da terceirização e uma reforma politica com assembleia constituinte
Dilma quer que morte de criança no Alemão seja apurada

Dilma quer que morte de criança no Alemão seja apurada

Em nota oficial, presidente lamenta ocorrido e envia mensagem de solidariedade para a familia
A Presidência da República divulgou na tarde desta sexta-feira nota à imprensa com uma mensagem de solidariedade da presidente Dilma Rousseff (PT) à mãe de Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, morto na tarde de ontem, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. 
"Quero expressar minha solidariedade e sentimentos de respeito neste momento de dor a Terezinha Maria de Jesus, que perdeu o filho Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, no Complexo do Alemão. Espero que as circunstâncias dessa morte sejam esclarecidas e os responsáveis, julgados e punidos", diz a nota.
Eduardo foi atingido por um tiro de fuzil na porta de casa quando policiais em patrulhamento entraram em confronto com criminosos, segundo a Coordenadoria das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Os policiais envolvidos na operação foram afastados das atividades e suas armas foram apreendidas para realização de confronto balístico. Uma perícia foi feita no local na mesma noite pela Delegacia de Homicídios e familiares da vítima prestaram depoimento, informou a Polícia Civil. O caso também será investigado por um Inquérito Policial Militar (IPM).
Com mais de 60% de deputados e senadores acima dos 50 anos, Congresso não reflete demandas dos jovens

Com mais de 60% de deputados e senadores acima dos 50 anos, Congresso não reflete demandas dos jovens

Mulheres e negros também tem participação minoritária; projeto quer limitar reeleição
Deputado Uldurico Junior em protesto contra o governo em BrasíliaReprodução/Facebook
Quando uma manifestação de cunho político no Brasil ganha as ruas, ela é, geralmente, organizada e composta maoritariamente por jovens. Apesar disso, esse engajamento não se repete na representatividade do Congresso Nacional. Nas duas Casas Legislativas, a Câmara e o Senado, 62% dos parlamentares estão acima dos 50 anos. Na Câmara, eles representam 59%. No Senado, chegam a 87%.
“No caso do Senado, isso se justifica. É uma casa destinada a representar os Estados, não a população. Tanto que frequentemente são recrutados ex-governadores, ex-presidentes”, explica o professor José Alvares Moisés, diretor do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP (Universidade de São Paulo).
Na Câmara, o grupo majoritário (36,84%) está na casa entre 51 e 60 anos. Mas existem os deputados novatos. A faixa entre 21 e 30 anos conta com 20 integrantes, o que representa 4% da casa.
Uldurico Junior (PTC-BA), de 23 anos, é o caçula do legislativo nacional. Integrante de uma família de políticos (ele é filho do ex-deputado federal Uldurico Pinto e neto do também ex-deputado José Alencar Furtado), o estudante universitário foi eleito na primeira eleição que disputou.
— Na minha região, eu sentia falta de um representante a nível federal. Eu me propus a ser candidato, sempre gostei muito de política, sempre quis entrar e não tinha idade até então.
Na outra ponta da pirâmide etária está Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que completa 85 anos em maio e é o mais velho do legislativo. Apenas como deputado federal são dez mandatos.
Ele destaca que um dos principais amadurecimentos que a experiência traz é perceber que alguns objetivos “são difíceis de serem atingidos”.
— A idade é muito importante, a participação dos jovens é muito importante, principalmente quando são jovens esclarecidos. Mas, a experiência daqueles que têm mais tempo de parlamento é válida, porque a política é muito complexa, é cheia de riscos e as pessoas mais experientes, logicamente, têm uma vivência maior.

Bonifácio de Andrada: dez mandatos como deputado federal 
Bonifácio de Andrada nega que falta sangue novo no Congresso e se diz entusiasmado com a nova legislatura, “embora não esteja muito otimista com os problema nacionais”.
José Alvares Moisés ressalta que não existe uma fórmula perfeita de representação no Congresso para o bom desempenho do legislativo.
— Uma coisa fundamental, olhando as experiências internacionais, é que não existe faixa etária ideal para designar bons ou maus políticos. No caso do Brasil, do jeito que tem funcionado a política, está acontecendo um progressivo desinteresse das faixas etárias mais novas. É mais difícil recrutar os mais jovens para se candidatar.
 
Consequência
Não são só os jovens que são poucos vistos no Congresso. Mulheres e negros também tem baixa representatividade. Segundo o cientista político, isso dificulta a discussão de alguns temas.
— Os homens, por exemplo, nem sempre representam temas femininos adequadamente. A questão do aborto, por exemplo, entra marginalmente na pauta.
Jean Wyllys e Eduardo Cunha polarizam o debate sobre legalização do aborto na CâmaraReprodução/Facebook/Agência Brasil
Atualmente, tramita na Câmara o PL 882/2015, de autoria de Jean Wyllys (PSOL-RJ), que pretende autorizar a interrupção de gravidez no SUS até a 12ª semana. O projeto, apresentado em 24 de março, contraria o presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Logo após assumir o cargo, Cunha foi categórico e disse que o tema só seria votado “passando por cima de seu cadáver”.
Renovação obrigatória
No Senado, há uma proposta de emenda constitucional (PEC 50/14) que limita em apenas uma vez a reeleição do legislativo. De autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), o texto argumenta que “um dos mais graves problemas da democracia brasileira consiste no afastamento entre a sociedade e os seus representantes nos poderes legislativo e executivo”.
A senadora ainda critica em sua justificativa que uma das causas desse afastamento é a profissionalização da política. A atividade política se tornou uma carreira, em que muitos do que nela ingressam não mais retornam para as suas atividades profissionais de origem.
Mineira morre na Espanha após ter overdose durante programa

Mineira morre na Espanha após ter overdose durante programa

Morte pode revelar um esquema internacional de tráfico de mulheres e prostituição

O mistério em torno da morte de uma mineira, encontrada sem vida na Espanha, pode revelar um esquema internacional de tráfico de mulheres e prostituição. Cristiana Fernandes da Silva, de 25 anos, teria morrido de overdose durante um programa na cidade de Valência
  O mistério em torno da morte de uma mineira, encontrada sem vida na Espanha, pode revelar um esquema internacional de tráfico de mulheres e prostituição. Cristiana Fernandes da Silva, de 25 anos, teria morrido de overdose durante um programa na cidade de Valência.

A jovem foi morar na Europa quando tinha apenas 18 anos, época em que a 
irmã vivia na Itália, e se casou no país. O escritório do Itamaraty em 
Belo Horizonte não quis revelar as circunstâncias da morte
A jovem foi morar na Europa quando tinha apenas 18 anos, época em que a irmã vivia na Itália, e se casou no país. O escritório do Itamaraty em Belo Horizonte não quis revelar as circunstâncias da morte.

A família informou que Cristiana morava com uma mulher identificada 
apenas como Mônica. Ela seria cafetina e alugava quartos para 
estrangeiras que faziam programas

As suspeitas iniciais são de que a mineira morreu em decorrência de uma 
overdose de cocaína durante um programa com dois homensA família informou que Cristiana morava com uma mulher identificada apenas como Mônica. Ela seria cafetina e alugava quartos para estrangeiras que faziam programas.
  As suspeitas iniciais são de que a mineira morreu em decorrência de uma overdose de cocaína durante um programa com dois homens. O representante do Itamaraty em BH já comunicou o consulado brasileiro em Barcelona sobre um possível esquema de prostituição internacional e o envolvimento de Mônica. A Polícia Federal também foi notificada. Os familiares não sabem o que fazer para trazer o corpo da jovem para o Brasil. O marido de Cristiana está desaparecido. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que vai ajudar na liberação, mas informou que não possui verba para o traslado.
Devem passar 1,43 milhão de passageiros nos aeroportos neste feriado

Devem passar 1,43 milhão de passageiros nos aeroportos neste feriado

O fluxo deverá ser 1,83% menor do que o registrado na Semana Santa de 2014


Movimento desta quinta (2) no Aeroporto de Guarulhos, São PauloMarcos Moraes - 02/04/2015 - Agência Estado
Os aeroportos administrados pela Infraero devem registrar uma movimentação de 1,43 milhão de passageiros entre quinta-feira (2) e segunda-feira (6), durante o feriado da Semana Santa. Esses dados não incluem os terminais de Brasília (DF), Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Galeão (RJ), Confins (MG) e São Gonçalo do Amarante (RN), concedidos à iniciativa privada. O dia de maior movimentação será a quinta-feira (2), com estimativa de 394,5 mil embarques e desembarques.
Para 2015, o fluxo deverá ser 1,83 % menor que a registrado nos mesmos terminais durante a Semana Santa de 2014, quando 1,46 milhão de pessoas embarcaram e desembarcaram nos 60 aeroportos operados pela empresa entre os dias 17 e 21/4/2014.
A Infraero acionou um plano de ação, que contempla medidas como o reforço nas equipes de segurança e operações, por meio de remanejamento das escalas de trabalho, e o acompanhamento constante de equipamentos essenciais, como esteiras e pontes de embarque.

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