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PF pede perdão judicial a delatores do cartel dos trens em SP

PF pede perdão judicial a delatores do cartel dos trens em SP

PF argumenta que os dois ex-executivos tiveram papel decisivo na investigação

 
Relatório da PF sobre o cartel preenche 127 páginas e pede à Justiça que compartilhe as informações e provas com o STF Divulgação
A Polícia Federal pediu perdão judicial para o engenheiro Everton Reinheimer, delator do cartel dos trens. No mesmo pedido à Justiça Federal em São Paulo, a PF pleiteia o benefício para outro delator, Jean Malte Orthman. A PF argumenta que os dois ex-executivos da multinacional alemã Siemens tiveram papel decisivo na investigação que desmontou o conluio de gigantes do setor para conquistar contratos bilionários do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), no período entre 1998 e 2008 — governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.
Reinheimer é identificado pela PF como "colaborador X" e Orthman, como "colaborador Y". Eles fizeram delação em outubro de 2013. Abordaram amplamente detalhes de como atuava o cartel e revelaram métodos dessas sociedades que se ajustaram para fraudar licitações, segundo a PF. Reinheimer foi além: ele indicou nomes de políticos, entre os quais deputados federais, que teriam sido beneficiários de propinas das empresas. Os políticos negam.

Suíça vai transferir para Brasil processo do cartel de trens em SP 
 
A PF não indiciou Reinheimer nem Orthman no inquérito do cartel. Ao contrário, representou pela decretação do perdão judicial para os dois ex-executivos da Siemens que, em 2013, fechou um acordo de leniência com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão antitruste do governo federal.
Na representação pelo perdão aos delatores, o delegado Milton Fornazari Jr. assinala que ambos se apresentaram concomitantemente a ele e à Procuradoria da República.
— Sempre colaboraram nos autos espontaneamente, trazendo elementos aptos a elucidar os fatos criminosos dos quais tiveram conhecimento e participação.
Na avaliação de Fornazari, os delatores foram decisivos para três resultados da investigação: 1) identificação dos demais coautores e partícipes das infrações penais por eles praticadas; 2) revelação da estrutura hierárquica e da divisão das tarefas nas empresas corruptoras; 3) recuperação parcial do produto ou do proveito das infrações penais praticadas.

Cargos de confiança

A PF amparou o pedido de perdão no artigo 4.º, parágrafo 2.º da Lei 12.850/2013. Essa norma confere ao delegado de polícia, nos autos do inquérito e com manifestação do Ministério Público, poderes para requerer ou representar ao juiz pela concessão de perdão judicial ao colaborador.
Reinheimer, ex-diretor da Divisão de Transportes da Siemens, é personagem-chave do escândalo do cartel. Em outubro de 2013, ele fez delação à PF, em troca de redução de pena em caso de uma eventual condenação - a Justiça decidirá se acolhe o pleito da PF no fim do processo do cartel.
O relato de Reinheimer preocupou o governo paulista porque citou deputados que, na época, ocupavam cargos de confiança no Palácio dos Bandeirantes, no comando de secretarias estratégicas. Ele não apresentou provas, mas suas declarações provocaram a remessa do inquérito da PF para o STF (Supremo Tribunal Federal), que detém competência exclusiva para investigar e processar parlamentares com foro privilegiado perante a Corte.
Em fevereiro de 2014, o ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso no STF, dividiu a investigação. Manteve sob guarda do Supremo a parte relativa aos políticos e mandou de volta para a primeira instância da Justiça Federal a parte sobre empresários, executivos das multinacionais, doleiros e lobistas.
No dia 28 de novembro, Fornazari Jr, da Delefin (Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros) da PF em São Paulo, indiciou criminalmente 33 investigados, entre eles o presidente da CPTM, Mário Bandeira, e o diretor de Operações da estatal, José Luiz Lavorente, que negam ilícitos.
O relatório da PF sobre o cartel preenche 127 páginas e pede à Justiça que compartilhe as informações e provas com o STF, com o procurador-geral de São Paulo, Márcio Elias Rosa, e com o Banco Central — aqui, para instrução de processo administrativo em razão de indícios da manutenção ilegal de depósitos no exterior por dez dos investigados.
Míssil que derrubou avião foi lançado de região controlada por separatistas pró-Rússia, diz Obama

Míssil que derrubou avião foi lançado de região controlada por separatistas pró-Rússia, diz Obama

Presidente também afirmou que a Rússia deu apoio aos militantes, incluindo armas antiaéreas
Obama disse que Putin era a pessoa com maior poder de reduzir a violência na Ucrânia e optou por não fazê-loREUTERS/Larry Downing
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira (18) que um míssil terra-ar lançado do território controlado por separatistas ucranianos foi o responsável pelo abate do avião de passageiros da Malásia na véspera.
De acordo com a agência de notícias Reuters, Obama disse que o presidente russo, Vladimir Putin, era a pessoa com maior poder de reduzir a violência na Ucrânia e optou por não fazê-lo.
Ele também disse que os separatistas ucranianos receberam contínuo apoio da Rússia, incluindo armas antiaéreas.
A agência de notícias russa RT divulgou hoje a informação de que o sistema de defesa antiaéreo ucraniano estava em operação na região da queda no momento em que o avião foi abatido.
“Um equipamento russo detectou ao longo do dia 17 a atividade do radar Kupol”, disse o Ministério da Defesa da Rússia em comunicado.
A aparelhagem poderia ter sido usada para disparar um míssil contra o avião, afirmou o Ministério, ajudando, por exemplo, no rastreamento da aeronave.
A Ucrânia, por sua vez, declarou que não poderia ter atingido o avião porque não possuía lançadores de mísseis na região da queda.
Carisma mantém Marcola à frente do PCC, diz delegado

Carisma mantém Marcola à frente do PCC, diz delegado

Investigações recentes do Deic apontam que chefe da facção é chamado por outro apelido
Marcola (foto) está na penitenciária de Presidente VenceslauPaulo Liebert/Estadão Conteúdo - 8.6.2006
O delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), confirmou nesta terça-feira (15) que Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, mantém o posto de chefe máximo da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), de dentro da penitenciária de Presidente Venceslau. Porém, a polícia diz que entre os comparsas, Marcola já não é mais tratado por esse apelido, conhecido em todo o País após ordenar uma onda de ataques no Estado em 2005.
Ligações telefônicas interceptadas pela polícia durante a operação Bate-Bola indicam que o chefe do PCC passou a ser chamado de Russo, com o objetivo de dificultar que ele seja identificado nas conversas. Em duas escutas, feitas em abril, dois homens de confiança de Marcola — Amarildo Ribeiro da Silva e Fabiano Alves de Souza — conversam sobre a transferência de Russo para o RDD (regime disciplinar diferenciado).
Segundo o delegado, um grupo de criminosos dá as ordens de dentro da penitenciária de Presidente Venceslau que são repassadas para colegas nas ruas. Apesar de existir mais de uma liderança, Fontes disse que Marcola é o mais forte deles.
— Existe um conselho linear. O Marcola talvez seja a pessoa intelectualmente mais preparada e acaba, naturalmente, pelo carisma, liderando todo mundo. Mas toda decisão parte daquelas 14 ou 15 pessoas que estão presas lá.
O delegado acrescentou que os recados são transmitidos por parentes de Marcola.
— Através de documentos escritos, que ele encaminha para os seus liderados na rua. 
Um dos integrantes da cúpula do PCC está solto. Fabiano Alves de Souza, conhecido como Paca, ficou preso por mais de 11 anos, boa parte deles em Presidente Venceslau. Após ser solto, ele foi para o Paraguai. Segundo o Deic, Paca está na cidade de Pedro Juan Caballero, onde continua gerenciando a facção criminosa.
Durante a operação da Polícia Civil, a Justiça emitiu um mandado de prisão contra Souza. Ferraz Fontes disse que aInterpol já foi comunicada para tentar capturar o integrante do PCC.
Facção pretendia resgatar Marcola com helicóptero camuflado da PM
Segundo o diretor do Deic, delegado Wagner Giudice, além de Marcola e de Paca, a facção tem outros dois homens fortes: Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue; e Edilson Borges Nogueira, o Birosca. Eles também estão presos em Presidente Venceslau.
— Essas quatro lideranças estão sendo investigadas e já existe um caminho muito adiantado sobre a participação efetiva deles da aquisição de drogas no exterior. Essa droga entra em São Paulo e aqui eles distribuem em forma, praticamente, de franquia. O sujeito que comprar droga deles ou que se dispõe a vender drogas para eles, além de pagar a tal da “cebola”, que é uma contribuição mensal de R$ 600, ele ainda é obrigado a vender 1,5 kg de cocaína por mês. Só o que ele conseguir a mais do que isso é o que gera lucro para aquele sujeito que trabalha na ponta, na biqueira.
A operação policial contra o PCC começou em fevereiro e já 38 pessoas, além de dois adolescentes apreendidos. O alvo dos investigadores foi a parte gerencial da venda de drogas nas ruas. Foram identificados 51 pontos de tráfico administrados por membros da facção.
Justiça liberta 13 ativistas presos no Rio no último sábado

Justiça liberta 13 ativistas presos no Rio no último sábado

O juiz Siro Darlan entendeu que não há motivos para manter os manifestantes detidos
Ativistas organizaram um protesto nesta terça e cobraram a liberdade de todos os presos na operação Firewall 2Daniel Scelza / Agência O Dia
Treze dos 19 ativistas que foram presos no Rio no último sábado (12) receberam habeas corpus nesta terça-feira (15). O juiz Siro Darlan, da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, entendeu que não há fundamentos para manter a prisão dos manifestantes.
A ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, não está entre os que receberam liberdade provisória. Centenas de manifestantes, que se reuniram no centro do Rio no começo da noite desta terça, comemoraram a notícia do habeas corpus e agora exigem a liberação dos outros sete detidos.
As prisões ocorreram durante a operação Firewall 2, da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), que capturou acusados de participar ou organizar atos de vandalismo no Rio. Na casa de alguns dos acusados, os policiais apreenderam máscaras de proteção contra gás, joelheiras, gasolina dentro de garrafas plásticas, maconha e até um revólver calibre 38.
Brasil bate recorde em homicídios e fica em sétimo lugar entre 100 países

Brasil bate recorde em homicídios e fica em sétimo lugar entre 100 países

País fica atrás de El Salvador, Guatemala, Trinidad e Tobago, Colômbia, Venezuela e Guadalupe


Em média 154 pessoas morreram vítimas de homicídio no Brasil, em 2012. Ao todo, foram 56.337 pessoas que perderam a vida assassinadas, 7% a mais do que em 2011. Os dados são do Mapa da Violência 2014, que mostra um crescimento de 13,4% de registros desse tipo de morte em comparação com o número obtido em 2002. O percentual é um pouco maior que o de crescimento da população total do País: 11,1%.

As principais vítimas são jovens do sexo masculino e negros. Ao todo, foram vítimas desse tipo de morte 30.072 jovens, com idade entre 15 e 29 anos. O número representa 53,4% do total de homicídios do País. Também, desse total, 91,6% eram homens.
Os dados de 2012, último ano da série projetada pelo mapa, mostram ainda que, a partir dos 13 anos de idade, o percentual começa a crescer. Passa de quatro homicídios a cada 100 mil habitantes para 75, quando se chega aos 21 anos de idade.
Os homicídios também vitimam majoritariamente negros, isso é, pretos e pardos. Foram 41.127 negros mortos, em 2012, e 14.928 brancos. Considerando toda a década (2002 – 2012), houve “crescente seletividade social”, nos termos do relatório. Enquanto o número de assassinatos de brancos diminuiu, passando de 19.846, em 2002, para 14.928, em 2012, as vítimas negras aumentaram de 29.656 para 41.127, no mesmo período.
Ao todo, ao longo dessa década, morreram 556 mil pessoas vítimas de homicídio, “quantitativo que excede largamente o número de mortes da maioria dos conflitos armados registrados no mundo”, destaca o texto. Comparando 100 países que registraram taxa de homicídios, entre 2008 e 2012, para cada grupo de 100 mil habitantes, o estudo conclui que o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking dos analisados. Fica atrás de El Salvador, da Guatemala, de Trinidad e Tobago, da Colômbia, Venezuela e de Guadalupe.

O Brasil já ocupou posições piores no ranking. A situação foi amenizada tanto por políticas de enfrentamento à violência desenvolvidas internamente, que frearam o crescimento exponencial das mortes, quanto pelo fato de países, especialmente da América Central, estarem vivendo “uma eclosão de violência”. Sobre isso, o relatório destaca que mesmo os países com menores taxas da América Latina, quando comparados com os da Europa ou da Ásia, assumem posições intermediárias ou mesmo de violência elevada. Nesses continentes, segundo a pesquisa, os índices não chegam a três homicídios em 100 mil habitantes.
Entre as políticas desenvolvidas internamente, o estudo destaca a Campanha do Desarmamento e o Plano Nacional de Segurança Pública, em nível nacional, e ações em nível estadual, como as executadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, que geraram quedas nos índices de homicídio em meados dos anos 2000. A magnitude desses lugares pesou na redução dos índices e possibilitou a leve melhora na posição do País no ranking mundial.
Mesmo assim, a situação é preocupante, de acordo com o Mapa da Violência, que é baseado no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) e em outros dados do Ministério da Saúde.
Entre 2002 e 2012, houve crescimento dos homicídios em 20 das 27 unidades da Federação. Sete delas tiveram crescimento explosivo: o Maranhão, Ceará, a Paraíba, o Pará, Amazonas e, especialmente — registra o estudo —, o Rio Grande do Norte e a Bahia. Nos dois últimos, as taxas de mortalidade juvenil devido a homicídios mais que triplicaram.
Nesse último ano, houve aumento das mortes, especialmente entre os jovens. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, ocorreram 56,5 homicídios por grupo de 100 mil jovens, em 2012.
Na década, as unidades que diminuíram as taxas foram: Mato Grosso, o Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pernambuco e, com mais intensidade, o Rio de Janeiro e São Paulo. Apenas seis Estados tiveram queda entre 2012 e 2011. Um deles, Pernambuco, diminuiu 6,8%. Os números, todavia, mostram o desafio: nesse Estado, foram 73,8 homicídios a cada 100 mil jovens.
Ex-jogador Cris Kamara imobiliza ladrão e impede roubo no Rio de Janeiro

Ex-jogador Cris Kamara imobiliza ladrão e impede roubo no Rio de Janeiro

Colar do cunhado do esportista foi roubado, e ele perseguiu bandido na orla de Ipanema
Ex-jogador perseguiu ladrão por cerca de 800 metrosReprodução/Twitter
Outras duas pessoas ajudaram a imobilizar o bandidoReprodução/Twitter
O ex-jogador inglês Chris Kamara, atualmente comentarista de TV, mostrou que não é craque apenas no esporte, e impediu um roubo no Rio de Janeiro.

Após o ladrão roubar um cordão do cunhado dele, que o acompanhava em uma caminhada entre o Leblon e Ipanema, Kamara o perseguiu e alcançou-o após cerca de 800 metros.

Segundo o depoimento dado por ele no Twitter, outras duas pessoas o ajudaram a imobilizar o criminoso. Ele conta que a polícia não demorou a chegar e eles conseguiram recuperar o cordão.
Apesar do episódio, ele não considerou a ação um problema da cidade do Rio, e afirmou que "a cidade está tranquila e policiada", e que ele e seu parente "não tinham com que se preocupar".

A polícia e o consulado britânico o advertiram a não tentar outras perseguições, já que o bandido poderia estar armado.

Chris Kamara, de 56 anos, foi um meio-campo que passou por diversos times da segunda divisão do futebol inglês, como o Swindon Town e o Portsmouth; e o Middlesbrough, da primeira divisão. Depois seguiu carreira de treinador e posteriormente se firmou como comentarista esportivo da Sky Sports, em 2000.
PF prende foragidos da Argentina e do Chile acusados de tráfico e de furto

PF prende foragidos da Argentina e do Chile acusados de tráfico e de furto

Mais de cem estrangeiros foram presos cometendo crimes no Brasil durante a Copa do Mundo



Centro de Cooperação Policial Internacional permite à PF rastrear antecedentes criminais de todos os presos durante o MundialCarolina Martins/R7
A PF (Polícia Federal) informou, nesta sexta-feira (27), que prendeu um traficante argentino e um infrator chileno que eram procurados em seus países e viviam ilegalmente no Brasil.
Por meio do trabalho integrado entre policiais de 37 nacionalidades no CCPI (Centro de Cooperação Policial Internacional), estruturado em função da Copa do Mundo, é possível rastrear os antecedentes criminais de todos os detidos durante o Mundial.

De acordo com informações da PF, as prisões ocorreram na última quinta-feira (26). O argentino David Julio Ricardo Gil estava no Brasil desde 2010 e responde por tráfico de drogas na Argentina. Ele fugiu de seu país depois que a polícia argentina descobriu o laboratório de cocaína e de maconha que ele mantinha em casa.

Há quatro anos foragido, o argentino foi preso na Bahia, depois de um trabalho conjunto entre policiais argentinos e brasileiros, que operam de forma integrada durante a Copa do Mundo.

O chileno Carlos Rodolfo Rodriguez Toro, de 57 anos, foi preso em Brasília tentando roubar uma loja de eletrônicos em um dos maiores shoppings da cidade. Ele estava no Brasil há dois anos, vivendo ilegalmente.

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De acordo com o delegado da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) no Brasil, Luiz Navajas, o chileno seria rapidamente liberado se não houvesse o trabalho integrado com os policiais estrangeiros.

— Seria uma prisão normal. Mas, recebemos as informações aqui e compartilhamos com os colegas chilenos. Pesquisando no sistema do Chile, eles verificaram que o acusado tinha três mandados de prisão em aberto naquele país.

Toro foi condenado pela Justiça chilena por dois anos por furto e uma invasão de domicílio. Tanto ele como o argentino vão permanecer presos até que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgue os pedidos de extradição.

Mais de cem estrangeiros presos
Desde o início da Copa do Mundo, mais de cem estrangeiros foram presos cometendo crimes no Brasil. Quando não há antecedentes criminais nos países de origem, eles são julgados pelo delito cometido aqui e não cabe, necessariamente, pedido de extradição. Entre os delitos registrados, estão casos de venda ilegal de ingressos, invasão de estádio e até uso de documentos falsos.
Já nos casos dos procurados pela Justiça, o STF emite um mandado de prisão e os foragidos ficam presos no Brasil até serem julgados o pedido de extradição. É o caso do traficante mexicano, que foi preso no aeroporto do Rio de Janeiro tentando embarcar para Fortaleza para assistir ao jogo entre Brasil e México, na semana passada.
Desde que começou a funcionar, no início de junho, do CCPI da Polícia Federal já recebeu cerca de 600 pedidos de análise de antecedentes criminais, verificação de documentos e de nacionalidades.
Os pedidos são feitos por forças policiais, as Polícias Civil e Militar dos Estados quando prendem algum estrangeiro, ou por autoridades judiciais.
O trabalho do escritório em Brasília é feito por cem policiais estrangeiros e 50 policiais federais que vão se revezar durante os sete dias da semana, 24 horas por dia, até o encerramento da Copa do Mundo.
Prefeitura prepara esquema especial para receber ao menos 70 mil argentinos em São Paulo

Prefeitura prepara esquema especial para receber ao menos 70 mil argentinos em São Paulo

Planejamento envolve ações conjuntas com o Consulado da Argentina e órgãos de segurança 

Milhares de argentinos foram para Porto Alegre torcer pela seleçãoCristiane Moreira/Futura Press/Estadão Conteúdo/25.06.2014
A cidade de São Paulo se prepara para receber a torcida argentina para a partida do dia 1º de julho, válida pelas oitavas de final, contra a Suíça, na Arena Corinthians, na zona leste. O jogo ocorre às 13h e, de acordo com a assessoria de imprensa da SPCopa (Comitê Especial para a Copa do Mundo), o consulado argentino estima que 70 mil "hermanos" venham para a capital para acompanhar a partida.

De acordo com dados do Governo Federal, a Argentina é o terceiro País que mais comprou ingressos para jogos da Copa, totalizando 61.477 bilhetes.
A grande maioria dos torcedores deve chegar por terra, assim como ocorreu no jogo em Porto Alegre — na ocasião, a polícia gaúcha monitorou a entrada dos estrangeiros para evitar problemas e confusões.

Como muitos argentinos viajam de motorhome, um dos desafios da prefeitura é disponibilizar local para estacionamento dos turistas. Segundo o SPCopa, os dois locais mais cotados para receber os motorhomes e ônibus dos argentinos são o Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, e o Sambódromo do Anhembi, na zona norte da cidade. 
Ainda segundo o SPCopa, uma das principais preocupações da administração municipal é conseguir transmitir informações a dezenas de milhares de torcedores que falam outra língua. Além disso, outra questão preocupante é a superlotação da vila Madalena, na zona oeste. O bairro tem sido um dos principais pontos de encontro de turistas e torcedores durante esta Copa do Mundo. No entanto, segundo a administração municipal, a região é um desafio, "independentemente dos argentinos".
Na tarde desta sexta-feira (27), a Prefeitura de São Paulo irá divulgar todas as medidas que serão adotadas para receber a torcida argentina.
Número de assaltos cresce 30% em BH

Número de assaltos cresce 30% em BH

Nos primeiro quatro meses do ano, foram quase 11 mil vítimas; cerca de 95 por dia


Assaltantes agem contra pedestres e comércios da capitalRecord Minas
Os números são alarmantes: segundo a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social), o número de assaltos em Belo Horizonte cresceu cerca de 30% nos primeiros quatro meses de 2014 com relação ao mesmo período do ano passado. No total, aproximadamente 11 mil pessoas foram vítimas deste crime, somando 95 moradores roubados por dia na capital mineira.
O garçom Maicon Marra foi uma das vítimas dos bandidos entre janeiro e abril. Ele conta que foi abordado na rua Timbiras, no centro da cidade, o local onde se concentra a maior parte das ações dos criminosos. Armados com faca, três suspeitos ordenaram que ele passasse dinheiro e celular. Com medo de perder a própria vida, ele resistiu à vontade de pedir socorro aos militares, que passaram bem na hora da ação.
— Quando a gente é assaltado, fica sem reação nenhuma. Desceu uma viatura na hora, mas eles disseram assim "fica quieto, senão eu enfio" [a faca]
Os comércios também são alvos frequentes entre os assaltantes. Para os comerciantes e funcionários, fica o trauma e o prejuízo. Em uma joalheria de Belo Horizonte, o rombo chegou a R$ 30 mil, conforme conta o proprietário, que prefere não se identificar.
—Às vezes os caras chegam na pressão e a gente acaba dando, mesmo não tendo nada. Por medo, né, não pode reagir que é pior.
Perfil do crime
O site Onde Fui Roubado reúne denúncias das vítimas e ajuda a traçar o perfil de crime ocorrido em Belo Horizonte. De acordo com os dados da página, 56% dos assaltos ocorre durante a noite e a grande maioria das vítimas são homens. De acordo com o delegado da Polícia Civil Marcelo Palladino, a investigação deste tipo de crime é complicada, devido à falta de pistas.
— O roubo e furto contra transeunte é muito difícil ter elementos para iniciar a investigação. Você só tem o relato da vítima, é muito difícil conseguir chegar a autoria neste tipo de caso.
Palladino ressalta ainda que os celulares são os objetos mais levados pelos criminosos. Para se proteger, a pessoa deve ter alguns cuidados.
— O cidadão tem que saber se portar no sentido de se for mexer no celular, entrar em um local fechado ou se for mexer na carteira, ficar mais atento. O cidadão não deve contribuir para facilitar este tipo de crime.
A coronel Cláudia Romualdo, chefe do Comando de Policiamento da Capital, ressalta que a Polícia Militar faz operações planejadas nos pontos onde há o maior número de registros deste tipo.
Índices de assaltos disparam no Rio; roubos em ônibus sobem 60%

Índices de assaltos disparam no Rio; roubos em ônibus sobem 60%

O ISP divulgou nesta quarta os indicadores de violência em abril de 2014


O número de assaltos disparou na cidade do Rio em abril de 2014, em comparação com o mesmo mês de 2013, segundo dados do ISP (Instituto de Segurança Pública). O levantamento divulgado nesta quarta-feira (11) chama a atenção pelo aumento nos casos de roubos em ônibus: foram 663 registros, contra 415 ocorrências no ano passado, o que representa um crescimento de 59,8%.
Outros tipos de assaltos também apresentaram expressiva alta em relação a abril de 2013, como roubos de veículos (41% a mais, de 2.185 para 3.080), de aparelhos celulares (41,5% a mais, de 400 para 566) e de pedestres (38,9% a mais, de 4.934 para 6.851).
Houve também aumento no número de homicídios dolosos, saltando de 417 em abril de 2013 para 449 em 2014 (alta de 7,7%).
Por outro lado, três crimes tiveram redução no mesmo período: os casos de estupros (menos 15%), de roubo a residências (menos 9,2%) e de saidinhas de banco (menos 33,7%).
Veja detalhes sobre alguns indicativos destacados pelo ISP no mês de abril de 2014:
• Homicídio Doloso – Aumento de 7,7% (417 em 2013 – 449 em 2014).
• Latrocínio (Roubo seguido de morte) – Aumento de 7 casos: 10 em 2013 – 17 em 2014. (Não é considerado cálculo percentual, devido ao número de casos).
• Lesão Corporal Seguida de Morte – Redução de 7 casos: 8 em 2013 – 1 em 2014. (Não é considerado cálculo percentual, devido ao número de casos).
• Homicídio Decorrente de Intervenção Policial (Auto de Resistência) – Redução de 1 caso: 37 em 2013 – 36 em 2014. (Não é considerado cálculo percentual, devido ao número de casos).
• Roubo a Residência – Redução de 9,2%: 131 em 2013 – 119 em 2014.
• Estupro – Redução de 15,0%: 545 em 2013 – 463 em 2014.
• Saidinha de Banco – Redução de 33,7%: 196 em 2013 – 130 em 2014.

Indicadores de produtividade do trabalho policial (abril de 2014)
• Apreensão de drogas – Aumento de 2,4% (2.448 em 2013 – 2.507 em 2014).
• Armas Apreendidas – Redução de 16,5% (753 em 2013 – 629 em 2014).
• Recuperação de veículo – Aumento de 37,2% (1.769 em 2013 – 2.427 em 2014).
• Cumprimento de Mandado de Prisão – Aumento de 16,9% (1.459 em 2013 – 1.706 em 2014).
• Prisões – Aumento de 1,3% (2.627 em 2013 – 2.660 em 2014).
• Apreensão de criança/adolescente – Redução de 6,4% (593 em 2013 – 555 em 2014).
Polícia de São Paulo cogita prender manifestantes antes da Copa

Polícia de São Paulo cogita prender manifestantes antes da Copa

Ministério Público e Justiça ainda teriam que aceitar os pedidos da Polícia Civil

Secretário teme atos violentos na abertura da Copa
A polícia de São Paulo está tentando prender integrantes de um grupo que age com violência durante manifestações antes do início da Copa do Mundo, em duas semanas, usando escutas telefônicas e outros mecanismos de vigilância para evitar confrontos que prejudiquem o torneio.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, disse à Reuters que a polícia está preparando possíveis acusações criminais contra um pequeno número de líderes dos manifestantes, que, segundo ele, estão conspirando para “cometer atos de violência, quebrar, depredar, agredir pessoas”.
O trabalho de inteligência ainda não está finalizado, por isso não está claro se os promotores irão concordar em fazer acusações que resultariam em prisões preventivas, declarou Grella.
A probabilidade de manifestações violentas é uma das maiores preocupações do governo brasileiro e da Fifa à medida que se aproxima o dia 12 de junho, início do Mundial.
Brasileiros revoltados com o gasto de dinheiro público no torneio, entre outras queixas, vêm organizando protestos periódicos há um ano. Embora a maioria dos manifestantes sejam pacíficos, vários protestos resultaram em embates com a polícia e vandalismo, que as autoridades atribuem a um pequeno número de estudantes e outros jovens.
A "intensa operação de inteligência" descrita por Grella é uma das mais abrangentes das forças de segurança do País, mas as agências federais também estão reunindo informações sobre os manifestantes.
Grella afirmou que a polícia usou imagens de câmeras de vigilância e registros internos para identificar os manifestantes mais violentos e, em alguns casos, grampearam seus telefones e monitoraram suas mídias sociais e e-mails.
O objetivo, ele disse, é identificar casos de violência premeditada e organizada que constituiriam “associação criminosa” – acusação semelhante à de conspiração mais comumente utilizada no Brasil contras facções do crime organizado.
Se os promotores concordarem em fazer as acusações, alguns líderes dos manifestantes poderiam ser detidos imediatamente e presos por um período de alguns dias ou mais, afirmou Grella.
— É um policiamento preventivo que garante o direito de manifestação e a liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que procura organizar esses movimentos de forma que eles perturbem o menos possível a vida do cidadão e evidentemente evitar os atos de violência.
Ele disse que preparar um processo contra os manifestantes é “difícil, mas não impossível”.
— Quero crer com a sua conclusão talvez nas próximas semanas possamos ter eventualmente alguns pedidos de prisão.
Ceticismo
Duas fontes de alto escalão do Ministério Público, que teria que aprovar as acusações criminais contra os manifestantes, declararam estar céticos quanto à legitimidade das acusações de conspiração.
A professora universitária Esther Solano, que estudou os protestos ao longo do ano passado, disse que, de forma geral, eles não têm uma liderança e uma organização, tornando difícil para a polícia identificar arruaceiros em potencial.
— O que [a polícia] está tentando fazer parece excessivo. Isso mostra a pressão que a polícia e os políticos estão sofrendo para evitar uma grande bagunça durante a Copa do Mundo.
O Ministério da Justiça, que supervisiona a polícia em todo o País, não respondeu de imediato a pedidos de comentário.
Indagado se as manifestações podem ser maiores do que aquelas que atraíram centenas de milhares de pessoas às ruas em junho passado, durante a Copa das Confederações, espécie de aquecimento da Copa do Mundo, Grella declarou: “É difícil dizer”.
Ele afirmou entretanto, que o dia 12 de junho, quando a seleção brasileira estreia contra a Croácia na Arena Corinthians, em São Paulo, “é o que mais nos preocupa” em termos de manifestações.
Grella disse não ter recebido indicações de uma ameaça em particular de terroristas internacionais ou facções do crime organizado do Brasil.
Forças de Segurança vão monitorar torcedores problemáticos na Copa

Forças de Segurança vão monitorar torcedores problemáticos na Copa

“Já temos foto, nome e conhecimento de torcedores violentos”,  diz coronel da PM


O Maracanã será palco da final da Copa
Em meio a uma onda de protestos contra a Copa do Mundo no Brasil e o temor da chegada de torcedores violentos para o Mundial, o representante da Polícia Militar no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle), tenente-coronel Djalma Beltrami, disse nesta sexta-feira (30) que as forças de segurança devem monitorar torcedores "problemáticos" no Rio de Janeiro.
— Existe uma troca de informações rotineira entre as polícias de diversos países. No Maracanã essa parceria vai acontecer. Já temos foto, nome e conhecimento de torcedores violentos.
Ainda de acordo com a Secretaria Estadual de Segurança do Rio, durante a Copa, a Polícia Federal, o Exército, o Ministério Público e as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro vão atuar em conjunto.
Entorno do Maracanã terá delegacia móvel em dias de jogos da Copa
A Polícia Civil vai instalar uma delegacia móvel no entorno do Maracanã durante os jogos da Copa do Mundo. O ônibus, conta com sistema de captação de energia, gerador, gabinete para o delegado, cinco estações de trabalho e até cela para dois presos.
O ônibus será posicionado nos arredores do estádio em dias de jogos, quatro horas antes das partidas e duas horas depois. Serão cinco policiais e um delegado, além de um perito papiloscopista, um toxicológico e um de local. Terá ainda um agente bilíngue para facilitar a comunicação com torcedores estrangeiros.
A delegacia móvel tem capacidade para atender até cinco pessoas ao mesmo tempo, com bancadas equipadas com computadores com acesso à internet. No local poderão ser feitos registros de ocorrência como, por exemplo, perda de documentos e furtos.
Segundo o delegado da Polícia Federal Anderson Bichara, aproximadamente 4.900 PMs devem reforçar o efetivo no policiamento. Já na segunda-feira (2), cerca de 1.600 policiais devem começar a fazer um trabalho ostensivo.   — O governo federal, junto com os governos estaduais das cidades sedes, construiu um planejamento estratégico com ações antiterrorismo da Polícia Federal para atuar nos pontos principais durante o evento.    Durante os possíveis enfrentamentos em manifestações contra a Copa, o coronel da PM George Freitas, do Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICC), disse que não haverá restrições sobre bala de borracha.   — Não há restrição quanto ao uso de balas de borracha, caso seja necessário será aplicado tal tática. Mas a orientação dada à PM, em caso de manifestações, é usar tal recurso em último caso. Cada caso é um caso.  

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