A Malaysia Airlines disse na sexta-feira (horário local) que a rota usada pelo avião que caiu na Ucrânia havia sido declarada segura pela Organização da Aviação Civil Internacional, um braço da ONU.
A companhia aérea também afirmou que a Associação Internacional de Transportes Aéreos "tinha afirmado que o espaço aéreo que a aeronave estava atravessando não estava sujeito a restrições".
A Malaysia Airlines disse ainda que o avião transportava 298 pessoas, sendo 283 passageiros e 15 tripulantes, com três crianças a bordo. Anteriormente, a informação era de 295 pessoas na aeronave.
Após a notícia da queda do avião, várias companhias áreas optaram por não voar sobre o território ucraniano. A primeira delas foi a Lufthansa, seguida pela Delta e KLM. A maioria dos voos passou a sobrevoar o território russo ou turco.
Segundo a AP, desde o início dos conflitos na região leste da Ucrânia, autoridades aéreas de vários países - incluindo a FAA (Administração Federal de Aviação), dos Estados Unidos - emitiram alertas sobre os perigos de voar na região, uma vez que rebeldes pró-russos já haviam abatido pelo menos duas aeronaves militares ucranianas.
Autoridades de inteligência americanas confirmaram que foi um míssil que derrubou o avião, enquanto militares ucranianos e rebeldes pró-russos trocam acusações entre si sobre quem teria disparado o projétil contra a aeronave da Malásia.
O avião da Malaysia Airlines caiu na região de Donetsk, na fronteira entre Rússia e Ucrânia, nesta quinta-feira (17), e todas as 298 pessoas a bordo da aeronave morreram, entre elas, 154 holandeses. O Boeing 777, do voo MH17 da empresa, dia de Amsterdã, capital da Holanda, para Kuala Lumpur, na Malásia.