Mostrando postagens com marcador Esportes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esportes. Mostrar todas as postagens
René Simões denuncia.

René Simões denuncia.

Dirigentes queriam escalar o Botafogo. Por isso foi mandado embora. Deixando o clube em primeiro lugar na Série B. Esse é o futebol brasileiro…


Para quem duvida como as coisas acontecem no futebol brasileiro. René Simões assumiu o Botafogo só com duas missões. Classificar o time para a Série A. E classificar a equipe entre os quatro no Carioca. Apenas isso.
Ele ouviu dos dirigentes que não teriam como pagar muito. A dívida do Botafogo é a maior do Brasil. Já são R$ 845 milhões. Ele aceitou o salário de R$ 70 mil mensais. Um dos menores do país.
A torcida e a diretoria estavam conformados. Acreditavam em campanhas medianas. E até aceitariam. Pelo menos eram o que disseram a René.
Mas veio o Campeonato Carioca. O clube conseguiu se superar e chegou à decisão do título. O que incendiou o ambiente. Todos passaram a acreditar e cobrar o título. Mas o Vasco conseguiu ser campeão.
Por irônico, seria melhor se o Botafogo não tivesse chegado. Veio a Série B. Mesmo com um time limitado, o time é o líder da competição. Está em primeiro lugar. Mas a Copa do Brasil também seria disputada ao mesmo tempo.
A equipe passou pelo Botafogo da Paraíba e Capivariano. Chegou o Figueirense. Antes da Copa América, o time conseguiu excelente resultado. Empatou em 2 a 2 em Santa Catarina. No jogo da volta, no Rio, criou inúmeras chances. Chutou bola na trave. Poderia empatar em 0 a 0, 1 a 1.
Mas tomou um gol aos 46 minutos do segundo tempo. De letra de Marcão. O time estava eliminado em pleno Engenhão. Dirigentes ensandecidos. O pior deles, o vice de futebol, Antonio Carlos Mantuano, tentou agredir o técnico do Figueirense, Argel. Foi contido por seguranças, em uma cena lamentável.
1reproducao28 René Simões denuncia. Dirigentes queriam escalar o Botafogo. Por isso foi mandado embora. Deixando o clube em primeiro lugar na Série B. Esse é o futebol brasileiro...
Depois a raiva foi ser descontada em René Simões, o técnico. Baratinho, fácil de mandar embora. E assim aconteceu. Com o Botafogo em primeiro lugar da Série B.
Seria uma maneira de acalmar os torcedores. E a imprensa. Repassar a culpa e ponto final. Só que René Simões fez questão de enviar uma carta aberta de despedida.
E o experiente treinador de 63 anos mostra outros absurdos. Entre eles, dirigentes que desejavam escalar um jogador ou outro. E tiveram seus interesses contrariados. Este seria o verdadeiro motivo de sua demissão.
Nada mais deve causar espanto neste futebol brasileiro. Abaixo a inacreditável carta de René Simões. O homem que foi contratado para colocar o clube pelo menos entre os quatro do Carioca. Fez o clube, o segundo.
E, a prioridade, fazer o clube um dos quatro primeiros Série B. A quarta colocação seria mais do que aceitável. É mandado embora liderando a competição.
1sspress René Simões denuncia. Dirigentes queriam escalar o Botafogo. Por isso foi mandado embora. Deixando o clube em primeiro lugar na Série B. Esse é o futebol brasileiro...
"Caro torcedor alvinegro,
Costumo dizer que o treinador só tem uma certeza – a incerteza de seu cargo. Ontem isso ficou comprovado na prática. Tenho optado em minha carreira em não me pronunciar nesses momentos, pois não gosto de aumentar especulações. Porém, minha passagem pelo Botafogo, assim como minha saída, foi diferente de muito o que já vivi, e quis dividir isso com vocês. Peço licença aos jogadores, aos quais disse ontem que não iria falar nada.
Entrei no Botafogo com duas missões dadas pela Diretoria – ficar entre os primeiros quatro times do Carioca e subir para a Série A. Saio com a conquista da Taça Guanabara, o vice-campeonato Carioca e a liderança da Série B.
Sim, estávamos passando por um momento difícil, com resultados atípicos para o padrão que foi estabelecido durante a minha passagem. Padrão esse que estava muito além do que qualquer um poderia imaginar no início do ano. Em junho, avisei à Diretoria que passaríamos por um período difícil. Exatamente como aconteceu com o Corinthians e pelo mesmo motivo: desmontagem do grupo inicial. Dito e feito.
4ae12 René Simões denuncia. Dirigentes queriam escalar o Botafogo. Por isso foi mandado embora. Deixando o clube em primeiro lugar na Série B. Esse é o futebol brasileiro...
Para você, torcedor apaixonado (mesmo que conhecedor de futebol), às vezes é difícil entender por que um treinador insiste em um jogador ou outro, mas a verdade é que a saída do Mattos, Jobson, Gilberto e Bill afetaram o time. Um jogador não precisa fazer gol ou ser o melhor em campo para ter um efeito importante nos outros 10. As lideranças fazem diferença.
Não costumo me despedir dos jogadores ao ser mandado embora e fazer entrevistas coletivas. Ontem, pela primeira vez, me despedi deles. Precisava fazer isso, pois o grupo, apesar do que alguns dizem, estava muito unido. Costumo brincar que um treinador tem 11 jogadores que gostam muito dele, 7 que gostam dele e outros tantos que querem que ele seja mandado embora. Nenhum jogador que se preze gosta de ficar fora, mas a sintonia do grupo estava muito boa. Ouso até dizer que foi o grupo mais coeso e profissional com o qual já trabalhei.
Além do mais, não escondo de ninguém que quem escala, tira ou põe sou eu. Para alguns, isso pode ser considerado intransigência, mas escuto apenas a Comissão Técnica e mais ninguém, assumindo 100% de responsabilidade na função para a qual fui contratado. Isso aborreceu alguns, que me chamavam de dono da verdade.
Soube, através da mídia, que o estopim da decisão para minha saída foi a entrevista na qual elogiei a equipe apesar da derrota. Você torcedor, que acompanha cada passo do time, sabe que em todas as entrevistas desde o começo do Carioca comentei performance, independente de resultado. E em inúmeras vezes disse que achei que o time foi mal apesar da vitória, pois me baseio em indicadores, números e estatísticas para passar a minha análise do jogo.
Não poderia ser diferente no jogo contra o Figueirense. Jogamos o primeiro tempo muito bem sim, como fazíamos no Carioca. Com a saída do Elvis e do Otavio, caímos no segundo tempo e não mantivemos o mesmo nível. Isso jogando contra um time de Série A, numa competição que não estava nos planos de meta para 2015, e na qual, infelizmente, perdemos o primeiro jogo na competição, e no nosso estádio, aos 47 minutos do segundo tempo. Fiquei zangado com a derrota, mas resignado em poder focar no Brasileiro, pois estávamos todos confiantes de que o trabalho tinha qualidade suficiente para contornar esse momento difícil. Afinal, alguém esperava que o ano do Botafogo fosse fácil?
5ae7 René Simões denuncia. Dirigentes queriam escalar o Botafogo. Por isso foi mandado embora. Deixando o clube em primeiro lugar na Série B. Esse é o futebol brasileiro...
Minha surpresa foi apenas ao ver que, ao contrário de algumas mensagens internas que recebi em momentos de vitórias, todo o caminho difícil não seria mais trilhado junto. Prefiro ficar com a lembrança das mensagens mais verdadeiras, que recebi ontem. Geralmente quando se está "por baixo" o telefone raramente toca, e receber tantas mensagens e telefonemas de apoio me deixou muito feliz. Quero agradecer a todos que o fizeram.
Saio de cabeça erguida como sempre. Saio com a sensação de ter cumprido tudo aquilo que me foi estabelecido, e com a certeza de que o tempo que gastei me reciclando e me atualizando antes de voltar a atuar como técnico de futebol me fez muito bem, e que tenho uma comissão técnica muito competente.
Aos funcionários, jogadores e torcedores do Botafogo, agradeço pelo tempo que passei no clube, do qual sempre terei boas lembranças.
Obrigado
René Simões"
É bom o novo treinador ler com atenção a carta de René. E se preparar.
Talvez tenha de fazer uma pergunta singela aos dirigentes.
"Qual é o time que eles querem ver escalado?"

Assim é o futebol brasileiro...
6ae2 René Simões denuncia. Dirigentes queriam escalar o Botafogo. Por isso foi mandado embora. Deixando o clube em primeiro lugar na Série B. Esse é o futebol brasileiro...

por Cosme Rímoli
Yane Marques conquista ouro na torcida, na exaustão e com muita garra

Yane Marques conquista ouro na torcida, na exaustão e com muita garra

Experiência de três Jogos Pan-Americanos ajudaram brasileira a vencer em Toronto.

Yane Marques voltará ao Brasil com medalha de ouro na bagagemSérgio Dutti/Exemplus/COB
Começar uma disputa às 11h15 da manhã e terminar por volta das 19h20, com apenas alguns períodos para descansar. E com um calor de quase 30°C. Só de pensar, já dá para ficar exausto. Então, nada mais normal do que desabar no chão logo após cruzar a linha de chegada ao fim de todas as provas. Foi isso o que fez a brasileira Yane Marques ao terminar a disputa do pentatlo moderno, nos Jogos Pan-Americanos de Toronto (CAN). Mas tanto sacrifício valeu a pena, afinal, ela faturou a medalha de ouro na exaustiva competição.

A experiência de estar em seu terceiro Pan (venceu em 2007, no Rio de Janeiro, e ficou com a prata em 2011, em Guadalajara-MEX) pode ter feito a diferença na disputa contra a mexicana Tamara Vega, de 22 anos. Mas também a força dos torcedores ajudou na disputa. Na arquibancada do local de competições, a brasileira tinha uma torcida particular na cidade canadense, liderada pela mãe Gorete.

A matriarca da família que venceu o receio de assistir à prova de equitação. Uma queda de cavalo da filha em 2004 ainda assombra.

— Ela não assiste. Toda vez que vê, acha que vou morrer. Foi uma queda muito forte, fiquei com um dreno na perna. Mas é a prova que mais gosto. Meu momento mais feliz, é o mais preocupante para minha mãe — declarou a atleta brasileira.

Aos 31 anos, Yane começou arrasadora a disputa do pentatlo. Venceu as duas disputas da esgrima e a natação. Mas foi justamente na equitação que ela perdeu tempo e ficou apenas na décima colocação. Com os resultados, Yane iniciou a disputa da prova combinada (corrida e tiro) com 36 segundos de vantagem para a 2 colocada, a mexicana Tamara.

Mas alguns erros no tiro e a dificuldade com o piso na corrida, fizeram tal distância ser diminuída. E na reta de chegada, Yane cruzou um segundo na frente da adversária. E ambas desabaram no chão.

— Estou muito feliz. É um reconhecimento. Foi uma prova muito dura, com um final emocionante — disse.

— Só cheguei. Na última volta, vi que ela estava forte e precisava ter uma carta na manga. Ela queria me passar, mas eu queria o ouro. Cheguei quase morta — completou.
Quase morta e com o ouro!
Marco Polo del Nero desafia Globo.

Marco Polo del Nero desafia Globo.

Com medo de extradição, não vai para a reunião da Fifa na Suíça. Nem ao sorteio na Rússia. Seleção fica órfã na definição das Eliminatórias. Guerra à vista…

"Se nós não tivermos representatividade na reunião da Fifa no dia 20, se não for ninguém com medo de ir na Suíça, então é hora de zerar a pedra e começar de novo. Não podemos não ter o presidente da CBF na Copa América e não podemos não ter o presidente da CBF na reunião da Fifa que funciona para decidir o destino do futebolmundial. O Brasil é peça importante. Então vai caber a ele (Marco Polo Del Nero) ter que entender que não pode mais exercer o cargo (se não for à Suíça)."

Esse foi o discurso de Galvão Bueno, encarando a câmera, em tom editoral, no programa Bem, Amigos, no canal de esportes da TV Globo, Sportv. Era a noite do dia 6. Há 12 dias.
Ninguém na tevê tem o direito de falar em tom editoral sem que a direção saiba. Ainda mais o dono da voz oficial de esportes da emissora. Galvão intimou Marco Polo del Nero e a cúpula da Globo sabia. Era mais do que um recado. Uma ameaça. Ou Marco Polo cuidasse dos interesses da Seleção ou perderia o apoio da empresa que detém o monopólio do futebol e da Seleção desde a Ditadura Militar.
Pois Marco Polo del Nero aceitou o desafio. Como o próprio Galvão Bueno frisou, o presidente da CBF tem medo. Seu grande parceiro, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin está preso na Suíça. Com crises de choro, amedrontado com a possibilidade de ser extraditado para os Estados Unidos, onde deverá ser julgado por corrupção, lavagem de dinheiro. Sua pena pode chegar a 20 anos. O fato de ter 83 anos não ameniza o poder da justiça norte-americana.
Marco Polo foi vice de Marin. Tomavam juntos as principais decisões em relação ao futebol brasileiro, à Seleção. Quanto às negociações, ninguém sabe se assinavam documentos juntos. Del Nero diz que não. Mas se houver qualquer acusação do FBI ou do Departamento de Justiça Norte-Americana, a pior coisa que ele poderia fazer seria sair do Brasil.
Em nome da 'autonomia nacional', as extradições no país são quase impossíveis. Ao contrário de vários países pelo mundo. Por isso Marco Polo não foi ao Chile acompanhar a Seleção na Copa América. E por isso não vai para a Suíça, na importantíssima reunião de segunda-feira.
2ap7 Marco Polo del Nero desafia Globo. Com medo de extradição, não vai para a reunião da Fifa na Suíça. Nem ao sorteio na Rússia. Seleção fica órfã na definição das Eliminatórias. Guerra à vista...
O interesse da Globo é a proteção à Seleção Brasileira. A emissora sabe que o time de Dunga não desperta confiança. A geração de jogadores se mostrou imatura e fraca tecnicamente na primeira competição após o vexame da Copa do Mundo. A eliminação da Copa América, diante dos paraguaios frustrou novamente a população. A rejeição à Seleção é algo evidente nos índices de audiência, nas pesquisas. Nas vaias nos estádios.
Galvão e os executivos globais queriam que a Seleção não estivesse órfã na reunião. Por vários motivos. O principal. O Brasil exercer seu prestígio de pentacampeão do mundo no sorteio das Eliminatórias, marcado para o próximo sábado, na Rússia. Não é possível escolher a sequências dos adversários, evidente. Mas pelo menos seria fundamental ter os dois primeiros jogos em casa.
A razão é a suspensão de Neymar. Por uma estúpida decisão da CBF, a entidade não recorreu da pena de quatro partidas impostas pela Conmebol ao principal jogador brasileiro. A Globo fez questão de noticiar que a decisão foi de Dunga. Ele queria mostrar que o grupo poderia viver sem o atacante do Barcelona. E que passaria pelo Paraguai. E faria os dois últimos jogos da Copa América, a semifinal, a final ou a decisão do terceiro lugar. Com a Seleção disputando mais duas partidas, Neymar estaria livre para as Eliminatórias.
Mas tudo o que Dunga acabou provando é o quanto continua refém de Neymar. Sem ele, o Brasil sucumbiu diante dos paraguaios. E ele tem dois jogos para cumprir nas Eliminatórias Sul-Americanas.
O Brasil estagnou. Mas os adversários cresceram. Não só na técnica como taticamente. Argentinos, chilenos, uruguaios, colombianos e paraguaios são rivais perigosos de verdade. Peruanos formam uma grupo emergente. Equador e Bolívia têm a altitude como cúmplice. E até os venezuelanos melhoraram.
Não será fácil a disputa das quatro vagas diretas para a Copa de 2018. O quinto lugar vale a repescagem.
2ae17 Marco Polo del Nero desafia Globo. Com medo de extradição, não vai para a reunião da Fifa na Suíça. Nem ao sorteio na Rússia. Seleção fica órfã na definição das Eliminatórias. Guerra à vista...
A Globo ganhou da Fifa o direito de transmitir os Mundiais da Rússia e do Catar. Não houve nem abertura para a concorrência nas tevês abertas brasileiras. Foi um prêmio pela parceria, cumplicidade com a Fifa na Copa de 2014. Só que de nada adiantaria ter a exclusividade se o Brasil estiver de fora da Copa de 2018. Seria caótico. Prejuízo bilionário.
Com o fracasso na Copa América, a Globo já perdeu o Brasil na Copa das Confederações em 2017. Depois de sete consecutivas disputas do torneio. Isso é péssimo nesta crise econômica. Pode espantar os patrocinadores que bancam R$ 1,6 bilhão para mostrar o futebol. A Coca Cola, parceira de muitos anos, já desistiu. Percebeu o crescente desinteresse, a desilusão do brasileiro com a Seleção.
A ausência de Marco Polo não só na reunião de segunda-feira na Suíça, como também no sorteio das Eliminatórias, deixa a Seleção órfã. Ninguém tem a representatividade do presidente da CBF para brigar pelos interesses da Seleção. Da Globo. Por isso a revolta de Galvão.
Nenhuma empresa deste país quer o sucesso da Seleção nas Eliminatórias, na Copa, como a Globo. Significa lucro. Além da apreensão sobre Neymar e o caminho brasileiro, há um item importantíssimo. Os dias e horários dos jogos.
Os presidentes da CBF costumam brigar para o que é melhor para a emissora. Levam bilhetes com os dias e horários ideais dos jogos. Para que não atrapalhem a novela, Fausto Silva, Luciano Huck. Sem Marco Polo, as partidas podem travar a grade de programação da emissora. E atrapalhar os patrocinadores das novelas, por exemplo. Outro imenso motivo de irritação da Globo. E razão para que o dirigente viajasse para a Suíça e Rússia. Mas ele não vai.
3ap5 1024x614 Marco Polo del Nero desafia Globo. Com medo de extradição, não vai para a reunião da Fifa na Suíça. Nem ao sorteio na Rússia. Seleção fica órfã na definição das Eliminatórias. Guerra à vista...
A emissora pode mudar a postura em relação ao futebol no país. Assim como o seu principal programa, o Fantástico, passou a mostrar as mazelas do governo federal, o tom da cobertura do esporte poderá de ser tão festiva. A situação é gravíssima na CBF.
O ex-presidente está encarcerado, preso na Suíça. O atual não pode deixar o país. A situação de Marco Polo é inviável para o futebol brasileiro.
Na noite do dia 6, só quem é desprovido de neurônios não compreendeu a mensagem de Galvão Bueno.
"Então vai caber a ele (Marco Polo Del Nero) ter que entender que não pode mais exercer o cargo (se não for à Suíça)."
No discurso estava implícito. Ou o dirigente fosse para a Suíça ou renunciasse. Foi um desafio público. Marco Polo não vai fazer nem uma coisa nem outra. Com a desculpa da CPI da CBF em Brasília, ele está arregimentando aliados nas federações para se fortalecer. E se preparar até mesmo para uma pressão para sua renúncia por parte da Globo. Esperto, Marco Polo sabe que a emissora tem condições de jogar a opinião pública contra ele. Mas está se preparando para resistir. Quer os presidentes das federações com ele em todas as decisões.
2cbf Marco Polo del Nero desafia Globo. Com medo de extradição, não vai para a reunião da Fifa na Suíça. Nem ao sorteio na Rússia. Seleção fica órfã na definição das Eliminatórias. Guerra à vista...
Tomará todas as decisões do seu luxuoso gabinete no milionário prédio da CBF, na Barra da Tijuca, no Rio. No máximo, irá para Brasília acompanhar e depor na CPI. Sabe que será convocado.
O dirigente já sabe que a Conmebol deve mesmo exigir apenas duas sedes para a disputa do Mundial. Não haverá como fazer política, agradar vários governadores, prefeitos, com Ricardo Teixeira fazia. Por exemplo, para 2010 a Seleção jogou em sete cidades. Rio de Janeiro (três jogos), São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e Campo Grande.
Sendo apenas duas sedes, uma está definida. Será no Rio de Janeiro, no Maracanã. A outra está entre Salvador ou Recife. Nada de cidades com torcidas impacientes, exigentes como São Paulo ou Porto Alegre.
Quanto a Neymar, já mandou o departamento jurídico apelar à última instância, para o Tribunal Arbitral Autônomo da Fifa. Del Nero tem esperança de ao menos diminuir os dois jogos suspensos. E ele ficar fora apenas da primeira partida das Eliminatórias.
Sem hipocrisia, a ausência do presidente da CBF na reunião da Fifa é lamentável. Na segunda-feira ficará definida também o que a entidade fará em relação à sucessão de Blatter. Fora todas as discussões sobre as Eliminatórias. Depois, no próximo sábado, nos sorteios, outra vez o país estará órfão. Mande o representante que for, não será a mesma coisa.
A Globo já previa a ausência de Del Nero.
E por isso já sugeriu a renúncia.
Só que Marco Polo não viajará e nem aceitou a sugestão de ir embora.
Mais.
Promete mostrar que quem manda no futebol brasileiro é ele.

Guerra à vista...

por Cosme Rímoli
Thiago Pereira é o maior medalhista do Pan-Americano

Thiago Pereira é o maior medalhista do Pan-Americano

Atleta não precisou nem nadar a final do 4x100 medley para quebrar o recorde dos Jogos.

Thiago Pereira nadou as classificatória para o 4x100 metros e conseguiu mais um ouro com o Brasil no Pan-AmericanoSérgio Dutti/Exemplus/COB
O Pan-Americano tem um novo recordista de medalhas. E ele é brasileiro. Thiago Pereira não precisou nem nadar a final do 4x100 metros medley para conquistar neste sábado (18) o ouro com a equipe e alcançar incríveis 23 medalhas na história da competição, uma a mais que o ex-ginasta cubano Erick López Ríos.

A última chance de superar o cubano aconteceu logo na última prova, do último dia de natação em Toronto 2015. Roteiro exato de um filme com final feliz para aquele que carrega o apelido de Mister Pan. O título da prova veio com Guilherme Guido, Felipe França, Arthur Mendes e Marcelo Chierighini, com direito a recorde pan-americano, com 3min32s68. Estados Unidos (3min33s63) e Canadá (3min34s40) completaram o pódio.
Guido, França, Mendes e Chierighini deram uma força para PereiraErich Schlegel/Reuters
"Quando a gente está junto, as coisas ficam mais fáceis... Ou menos difíceis", resumiu França, em entrevista à Record.

Minutos antes, Pereira já havia conquistado a prata nos 200 metros medley. Foi nessa prova em que ele empatou em 22 medalhas com o cubano, mas nem teve tempo de festejar e já foi logo se preparar para a decisão. O atleta levou a medalha no 4x400 metros medley por ter participado de uma eliminatória pela manhã.

Pereira, de 29 anos, tem agora 15 ouros, quatro pratas e quatro bronzes em Pan-Americanos. A história dele com o Pan começou ainda em Santo Domingo 2003, quando subiu ao pódio em duas oportunidades. Mas foi no Rio 2007 em que se consolidou como um dos principais atletas do País, ao conquistar oito medalhas. Em Guadalajara 2011, outras oito medalhas e o justo apelido de Mister Pan.
Após destempero, Fabrício pode pegar até 12 jogos de suspensão

Após destempero, Fabrício pode pegar até 12 jogos de suspensão

Lateral do Inter(RS) será julgado em dois artigos, cada um com pena máxima de seis partidas
Fabrício, do Internacional, reagiu aos xingamentos da torcidaRicardo Rímoli/Lancepress
O  lateral-esquerdo Fabrício,  do Internacional (RS), poderá pegar até 12 jogos de suspensão pelo seu destempero na última quarta-feira (1), durante partida do Campeonato Gaúcho.
Ele será denunciado no TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) gaúcho nesta segunda-feira (6), em dois artigos: um sobre ofensa moral (243F), cuja pena é de seis jogos, e outro que aborda comportamento contrário à moral (258), com pena também chegando a seis partidas.
O jogador recebeu cartão vermelho aos 18 minutos segundo tempo do jogo contra o Ypiranga, quando, após ouvir reclamações dos torcedores, fez gestos obscenos a eles. 
Após a expulsão, ficou ainda mais revoltado, jogando sua camisa no chão e tendo de ser contido pelos companheiros. A direção do Inter-RS informou que fará uma reunião para decidir sobre a situação do jogador.

NOTÍCIAS DE ÚLTIMA HORA