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PF pede perdão judicial a delatores do cartel dos trens em SP

PF pede perdão judicial a delatores do cartel dos trens em SP

PF argumenta que os dois ex-executivos tiveram papel decisivo na investigação

 
Relatório da PF sobre o cartel preenche 127 páginas e pede à Justiça que compartilhe as informações e provas com o STF Divulgação
A Polícia Federal pediu perdão judicial para o engenheiro Everton Reinheimer, delator do cartel dos trens. No mesmo pedido à Justiça Federal em São Paulo, a PF pleiteia o benefício para outro delator, Jean Malte Orthman. A PF argumenta que os dois ex-executivos da multinacional alemã Siemens tiveram papel decisivo na investigação que desmontou o conluio de gigantes do setor para conquistar contratos bilionários do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), no período entre 1998 e 2008 — governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.
Reinheimer é identificado pela PF como "colaborador X" e Orthman, como "colaborador Y". Eles fizeram delação em outubro de 2013. Abordaram amplamente detalhes de como atuava o cartel e revelaram métodos dessas sociedades que se ajustaram para fraudar licitações, segundo a PF. Reinheimer foi além: ele indicou nomes de políticos, entre os quais deputados federais, que teriam sido beneficiários de propinas das empresas. Os políticos negam.

Suíça vai transferir para Brasil processo do cartel de trens em SP 
 
A PF não indiciou Reinheimer nem Orthman no inquérito do cartel. Ao contrário, representou pela decretação do perdão judicial para os dois ex-executivos da Siemens que, em 2013, fechou um acordo de leniência com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão antitruste do governo federal.
Na representação pelo perdão aos delatores, o delegado Milton Fornazari Jr. assinala que ambos se apresentaram concomitantemente a ele e à Procuradoria da República.
— Sempre colaboraram nos autos espontaneamente, trazendo elementos aptos a elucidar os fatos criminosos dos quais tiveram conhecimento e participação.
Na avaliação de Fornazari, os delatores foram decisivos para três resultados da investigação: 1) identificação dos demais coautores e partícipes das infrações penais por eles praticadas; 2) revelação da estrutura hierárquica e da divisão das tarefas nas empresas corruptoras; 3) recuperação parcial do produto ou do proveito das infrações penais praticadas.

Cargos de confiança

A PF amparou o pedido de perdão no artigo 4.º, parágrafo 2.º da Lei 12.850/2013. Essa norma confere ao delegado de polícia, nos autos do inquérito e com manifestação do Ministério Público, poderes para requerer ou representar ao juiz pela concessão de perdão judicial ao colaborador.
Reinheimer, ex-diretor da Divisão de Transportes da Siemens, é personagem-chave do escândalo do cartel. Em outubro de 2013, ele fez delação à PF, em troca de redução de pena em caso de uma eventual condenação - a Justiça decidirá se acolhe o pleito da PF no fim do processo do cartel.
O relato de Reinheimer preocupou o governo paulista porque citou deputados que, na época, ocupavam cargos de confiança no Palácio dos Bandeirantes, no comando de secretarias estratégicas. Ele não apresentou provas, mas suas declarações provocaram a remessa do inquérito da PF para o STF (Supremo Tribunal Federal), que detém competência exclusiva para investigar e processar parlamentares com foro privilegiado perante a Corte.
Em fevereiro de 2014, o ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso no STF, dividiu a investigação. Manteve sob guarda do Supremo a parte relativa aos políticos e mandou de volta para a primeira instância da Justiça Federal a parte sobre empresários, executivos das multinacionais, doleiros e lobistas.
No dia 28 de novembro, Fornazari Jr, da Delefin (Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros) da PF em São Paulo, indiciou criminalmente 33 investigados, entre eles o presidente da CPTM, Mário Bandeira, e o diretor de Operações da estatal, José Luiz Lavorente, que negam ilícitos.
O relatório da PF sobre o cartel preenche 127 páginas e pede à Justiça que compartilhe as informações e provas com o STF, com o procurador-geral de São Paulo, Márcio Elias Rosa, e com o Banco Central — aqui, para instrução de processo administrativo em razão de indícios da manutenção ilegal de depósitos no exterior por dez dos investigados.
Míssil que derrubou avião foi lançado de região controlada por separatistas pró-Rússia, diz Obama

Míssil que derrubou avião foi lançado de região controlada por separatistas pró-Rússia, diz Obama

Presidente também afirmou que a Rússia deu apoio aos militantes, incluindo armas antiaéreas
Obama disse que Putin era a pessoa com maior poder de reduzir a violência na Ucrânia e optou por não fazê-loREUTERS/Larry Downing
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira (18) que um míssil terra-ar lançado do território controlado por separatistas ucranianos foi o responsável pelo abate do avião de passageiros da Malásia na véspera.
De acordo com a agência de notícias Reuters, Obama disse que o presidente russo, Vladimir Putin, era a pessoa com maior poder de reduzir a violência na Ucrânia e optou por não fazê-lo.
Ele também disse que os separatistas ucranianos receberam contínuo apoio da Rússia, incluindo armas antiaéreas.
A agência de notícias russa RT divulgou hoje a informação de que o sistema de defesa antiaéreo ucraniano estava em operação na região da queda no momento em que o avião foi abatido.
“Um equipamento russo detectou ao longo do dia 17 a atividade do radar Kupol”, disse o Ministério da Defesa da Rússia em comunicado.
A aparelhagem poderia ter sido usada para disparar um míssil contra o avião, afirmou o Ministério, ajudando, por exemplo, no rastreamento da aeronave.
A Ucrânia, por sua vez, declarou que não poderia ter atingido o avião porque não possuía lançadores de mísseis na região da queda.
Carisma mantém Marcola à frente do PCC, diz delegado

Carisma mantém Marcola à frente do PCC, diz delegado

Investigações recentes do Deic apontam que chefe da facção é chamado por outro apelido
Marcola (foto) está na penitenciária de Presidente VenceslauPaulo Liebert/Estadão Conteúdo - 8.6.2006
O delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), confirmou nesta terça-feira (15) que Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, mantém o posto de chefe máximo da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), de dentro da penitenciária de Presidente Venceslau. Porém, a polícia diz que entre os comparsas, Marcola já não é mais tratado por esse apelido, conhecido em todo o País após ordenar uma onda de ataques no Estado em 2005.
Ligações telefônicas interceptadas pela polícia durante a operação Bate-Bola indicam que o chefe do PCC passou a ser chamado de Russo, com o objetivo de dificultar que ele seja identificado nas conversas. Em duas escutas, feitas em abril, dois homens de confiança de Marcola — Amarildo Ribeiro da Silva e Fabiano Alves de Souza — conversam sobre a transferência de Russo para o RDD (regime disciplinar diferenciado).
Segundo o delegado, um grupo de criminosos dá as ordens de dentro da penitenciária de Presidente Venceslau que são repassadas para colegas nas ruas. Apesar de existir mais de uma liderança, Fontes disse que Marcola é o mais forte deles.
— Existe um conselho linear. O Marcola talvez seja a pessoa intelectualmente mais preparada e acaba, naturalmente, pelo carisma, liderando todo mundo. Mas toda decisão parte daquelas 14 ou 15 pessoas que estão presas lá.
O delegado acrescentou que os recados são transmitidos por parentes de Marcola.
— Através de documentos escritos, que ele encaminha para os seus liderados na rua. 
Um dos integrantes da cúpula do PCC está solto. Fabiano Alves de Souza, conhecido como Paca, ficou preso por mais de 11 anos, boa parte deles em Presidente Venceslau. Após ser solto, ele foi para o Paraguai. Segundo o Deic, Paca está na cidade de Pedro Juan Caballero, onde continua gerenciando a facção criminosa.
Durante a operação da Polícia Civil, a Justiça emitiu um mandado de prisão contra Souza. Ferraz Fontes disse que aInterpol já foi comunicada para tentar capturar o integrante do PCC.
Facção pretendia resgatar Marcola com helicóptero camuflado da PM
Segundo o diretor do Deic, delegado Wagner Giudice, além de Marcola e de Paca, a facção tem outros dois homens fortes: Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue; e Edilson Borges Nogueira, o Birosca. Eles também estão presos em Presidente Venceslau.
— Essas quatro lideranças estão sendo investigadas e já existe um caminho muito adiantado sobre a participação efetiva deles da aquisição de drogas no exterior. Essa droga entra em São Paulo e aqui eles distribuem em forma, praticamente, de franquia. O sujeito que comprar droga deles ou que se dispõe a vender drogas para eles, além de pagar a tal da “cebola”, que é uma contribuição mensal de R$ 600, ele ainda é obrigado a vender 1,5 kg de cocaína por mês. Só o que ele conseguir a mais do que isso é o que gera lucro para aquele sujeito que trabalha na ponta, na biqueira.
A operação policial contra o PCC começou em fevereiro e já 38 pessoas, além de dois adolescentes apreendidos. O alvo dos investigadores foi a parte gerencial da venda de drogas nas ruas. Foram identificados 51 pontos de tráfico administrados por membros da facção.
Justiça liberta 13 ativistas presos no Rio no último sábado

Justiça liberta 13 ativistas presos no Rio no último sábado

O juiz Siro Darlan entendeu que não há motivos para manter os manifestantes detidos
Ativistas organizaram um protesto nesta terça e cobraram a liberdade de todos os presos na operação Firewall 2Daniel Scelza / Agência O Dia
Treze dos 19 ativistas que foram presos no Rio no último sábado (12) receberam habeas corpus nesta terça-feira (15). O juiz Siro Darlan, da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, entendeu que não há fundamentos para manter a prisão dos manifestantes.
A ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, não está entre os que receberam liberdade provisória. Centenas de manifestantes, que se reuniram no centro do Rio no começo da noite desta terça, comemoraram a notícia do habeas corpus e agora exigem a liberação dos outros sete detidos.
As prisões ocorreram durante a operação Firewall 2, da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), que capturou acusados de participar ou organizar atos de vandalismo no Rio. Na casa de alguns dos acusados, os policiais apreenderam máscaras de proteção contra gás, joelheiras, gasolina dentro de garrafas plásticas, maconha e até um revólver calibre 38.
Brasil bate recorde em homicídios e fica em sétimo lugar entre 100 países

Brasil bate recorde em homicídios e fica em sétimo lugar entre 100 países

País fica atrás de El Salvador, Guatemala, Trinidad e Tobago, Colômbia, Venezuela e Guadalupe


Em média 154 pessoas morreram vítimas de homicídio no Brasil, em 2012. Ao todo, foram 56.337 pessoas que perderam a vida assassinadas, 7% a mais do que em 2011. Os dados são do Mapa da Violência 2014, que mostra um crescimento de 13,4% de registros desse tipo de morte em comparação com o número obtido em 2002. O percentual é um pouco maior que o de crescimento da população total do País: 11,1%.

As principais vítimas são jovens do sexo masculino e negros. Ao todo, foram vítimas desse tipo de morte 30.072 jovens, com idade entre 15 e 29 anos. O número representa 53,4% do total de homicídios do País. Também, desse total, 91,6% eram homens.
Os dados de 2012, último ano da série projetada pelo mapa, mostram ainda que, a partir dos 13 anos de idade, o percentual começa a crescer. Passa de quatro homicídios a cada 100 mil habitantes para 75, quando se chega aos 21 anos de idade.
Os homicídios também vitimam majoritariamente negros, isso é, pretos e pardos. Foram 41.127 negros mortos, em 2012, e 14.928 brancos. Considerando toda a década (2002 – 2012), houve “crescente seletividade social”, nos termos do relatório. Enquanto o número de assassinatos de brancos diminuiu, passando de 19.846, em 2002, para 14.928, em 2012, as vítimas negras aumentaram de 29.656 para 41.127, no mesmo período.
Ao todo, ao longo dessa década, morreram 556 mil pessoas vítimas de homicídio, “quantitativo que excede largamente o número de mortes da maioria dos conflitos armados registrados no mundo”, destaca o texto. Comparando 100 países que registraram taxa de homicídios, entre 2008 e 2012, para cada grupo de 100 mil habitantes, o estudo conclui que o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking dos analisados. Fica atrás de El Salvador, da Guatemala, de Trinidad e Tobago, da Colômbia, Venezuela e de Guadalupe.

O Brasil já ocupou posições piores no ranking. A situação foi amenizada tanto por políticas de enfrentamento à violência desenvolvidas internamente, que frearam o crescimento exponencial das mortes, quanto pelo fato de países, especialmente da América Central, estarem vivendo “uma eclosão de violência”. Sobre isso, o relatório destaca que mesmo os países com menores taxas da América Latina, quando comparados com os da Europa ou da Ásia, assumem posições intermediárias ou mesmo de violência elevada. Nesses continentes, segundo a pesquisa, os índices não chegam a três homicídios em 100 mil habitantes.
Entre as políticas desenvolvidas internamente, o estudo destaca a Campanha do Desarmamento e o Plano Nacional de Segurança Pública, em nível nacional, e ações em nível estadual, como as executadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, que geraram quedas nos índices de homicídio em meados dos anos 2000. A magnitude desses lugares pesou na redução dos índices e possibilitou a leve melhora na posição do País no ranking mundial.
Mesmo assim, a situação é preocupante, de acordo com o Mapa da Violência, que é baseado no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) e em outros dados do Ministério da Saúde.
Entre 2002 e 2012, houve crescimento dos homicídios em 20 das 27 unidades da Federação. Sete delas tiveram crescimento explosivo: o Maranhão, Ceará, a Paraíba, o Pará, Amazonas e, especialmente — registra o estudo —, o Rio Grande do Norte e a Bahia. Nos dois últimos, as taxas de mortalidade juvenil devido a homicídios mais que triplicaram.
Nesse último ano, houve aumento das mortes, especialmente entre os jovens. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, ocorreram 56,5 homicídios por grupo de 100 mil jovens, em 2012.
Na década, as unidades que diminuíram as taxas foram: Mato Grosso, o Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pernambuco e, com mais intensidade, o Rio de Janeiro e São Paulo. Apenas seis Estados tiveram queda entre 2012 e 2011. Um deles, Pernambuco, diminuiu 6,8%. Os números, todavia, mostram o desafio: nesse Estado, foram 73,8 homicídios a cada 100 mil jovens.
Ex-jogador Cris Kamara imobiliza ladrão e impede roubo no Rio de Janeiro

Ex-jogador Cris Kamara imobiliza ladrão e impede roubo no Rio de Janeiro

Colar do cunhado do esportista foi roubado, e ele perseguiu bandido na orla de Ipanema
Ex-jogador perseguiu ladrão por cerca de 800 metrosReprodução/Twitter
Outras duas pessoas ajudaram a imobilizar o bandidoReprodução/Twitter
O ex-jogador inglês Chris Kamara, atualmente comentarista de TV, mostrou que não é craque apenas no esporte, e impediu um roubo no Rio de Janeiro.

Após o ladrão roubar um cordão do cunhado dele, que o acompanhava em uma caminhada entre o Leblon e Ipanema, Kamara o perseguiu e alcançou-o após cerca de 800 metros.

Segundo o depoimento dado por ele no Twitter, outras duas pessoas o ajudaram a imobilizar o criminoso. Ele conta que a polícia não demorou a chegar e eles conseguiram recuperar o cordão.
Apesar do episódio, ele não considerou a ação um problema da cidade do Rio, e afirmou que "a cidade está tranquila e policiada", e que ele e seu parente "não tinham com que se preocupar".

A polícia e o consulado britânico o advertiram a não tentar outras perseguições, já que o bandido poderia estar armado.

Chris Kamara, de 56 anos, foi um meio-campo que passou por diversos times da segunda divisão do futebol inglês, como o Swindon Town e o Portsmouth; e o Middlesbrough, da primeira divisão. Depois seguiu carreira de treinador e posteriormente se firmou como comentarista esportivo da Sky Sports, em 2000.

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