O ministro Luiz Fux do STF (Supremo Tribunal Federal) convocou audiência de conciliação entre o (Sepe-RJ) Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro, o município do Rio de Janeiro e o governo do Estado. Em assembleia na quarta passada (7), os professores estaduais e municipais decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda (12).
O objetivo da audiência é identificar e superar obstáculos para o cumprimento de acordo firmado em outubro de 2013. Os professores alegam que tal acordo foi descumprido. Os professores pedem reajuste de 20% nos salários.
Em outubro de 2013, o ministro Luiz Fux, suspendeu liminarmente decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que autorizava o corte de pontos dos professores em greve e convocou audiência de conciliação. Ficou acordado, pelos professores, a volta ao trabalho, e pelo poder público, a devolução dos dias cortados com reposição dos dias parados e a criação de grupos de trabalho para discutir as questões administrativas pendentes.
O ministro convocou duas audiências para terça (13) em seu gabinete. O ministro sugere que a greve seja suspensa até o dia da reunião. A primeira, às 10h30, será destinada ao acordo firmado entre o sindicado e o poder municipal. A segunda audiência, marcada para as 14h, será referente ao acordo com o governo do Estado.
O secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, disse nesta sexta (9) que considera o movimento "inoportuno" e alega que todos os itens acordados com o STF foram cumpridos.
— Ficamos surpresos com o anúncio, já que as reuniões de negociação com os sindicatos estão ocorrendo. O próximo encontro do grupo de trabalho está marcado para o dia 12 deste mês.
Em entrevista nesta sexta, Risolia citou as mudanças no calendário de aulas em razão da Copa do Mundo e disse que, com a greve, o maior prejudicado é o aluno. Sobre o reajuste, o secretário afirmou que a proposta é de que seja de 8%. Antes da aprovação, o processo passa pela Casa Civil e por votação na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Risolia disse ainda que ratifica a posição do STF de que não é possível reduzir carga horária dos funcionários administrativos sem reduzir salários. O R7 procurou o Sepe, mas até a publicação desta reportagem não havia conseguido contato com lideranças do sindicato.